AFP PHOTO / CCTV / CCTV
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Equipes de resgate tentam conter incêndio após colisão de navios na China

Corpo de um dos 32 marinheiros desaparecidos foi encontrado a bordo; Greenpeace alertou para o ‘potencial dano ambiental’ que pode ter sido causado pelo acidente

O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2018 | 08h17

PEQUIM - Equipes de resgate enfrentam dificuldades para controlar as chamas em um navio petroleiro iraniano que pegou fogo na costa leste da China nesta segunda-feira, 8, o segundo dia de um incêndio provocado por uma colisão com um navio de grãos. O corpo de um dos 32 tripulantes desaparecidos foi encontrado a bordo.

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Há uma crescente preocupação de que o petroleiro, que bateu em um navio de carga no sábado à noite no Mar da China Oriental, possa explodir e afundar, à medida que o fogo aumenta, de acordo com a emissora China Central Television (CCTV), citando especialistas da equipe de resgate.

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A extensão dos danos ambientais e o tamanho do derramamento de petróleo do navio não eram conhecidos até o momento, mas o desastre tem o potencial de ser o pior do tipo desde 1991, quando 260 mil toneladas de petróleo vazaram na costa angolana.

"Estamos tentando limpar os resíduos. Tentaremos conseguir mais informação sobre a causa do acidente", acrescentou o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores em uma entrevista coletiva em Pequim.

Meio ambiente

Em um comunicado, a organização Greenpeace alertou para o "potencial dano ambiental" que pode ter sido causado por este acidente. "Estamos preocupados com o possível impacto ambiental que poderia ser causado pelo vazamento do navio que continha quase 42 milhões de galões de petróleo. Já está em marcha um procedimento de limpeza e supervisionaremos seu progresso", disse Rashid Kang, ativista da ONG.

Os 32 desaparecidos são membros da tripulação do petroleiro iraniano Sanchi, registrado no Panamá, enquanto os 21 que viajavam no cargueiro CF Crystal registrado em Hong Kong, todos de nacionalidade chinesa, puderam ser resgatados.

O petroleiro Sanchi, propriedade de uma companhia marítima iraniana, tinha 274 metros de comprimento e transportava 136 mil toneladas de petróleo refinado do Irã à Coreia do Sul. O cargueiro, de uma companhia com sede na Província de Zhejiang, media 225 metros e levava 64 mil toneladas de cereal dos EUA à Província de Cantão, no sul da China. / REUTERS e EFE

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