Kayhan Ozer/Presidential Press Service via AP
Kayhan Ozer/Presidential Press Service via AP

Erdogan: decisão de Trump sobre Jerusalém coloca região em 'círculo de fogo'

Líder turco afirmou que líderes deveriam trabalhar pela 'reconciliação e não pelo caos'

O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2017 | 06h51

ISTAMBUL - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou nesta quinta-feira, 7, o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelo presidente americano Donald Trump, por considerar que a decisão coloca o Oriente Médio em um "círculo de fogo".

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"Tomar tal decisão coloca o mundo, e especialmente a região, em um círculo de fogo", declarou Erdogan em Ancara antes de uma viagem à Grécia para uma visita oficial. "Trump, o que você quer fazer? Que tipo de abordagem é esta? Os líderes políticos devem trabalhar pela reconciliação e não pelo caos", completou.

Trump reconheceu na quarta-feira Jerusalém como capital de Israel, o que irritou os palestinos e provocou muitas críticas da comunidade internacional.

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Erdogan advertiu na quarta-feira que decisão de Washington "faria o jogo dos grupos terroristas".

O presidente da Turquia convidou os 57 países da Organização de Cooperação Islâmica (OCI) para uma reunião sobre a questão de Jerusalém no dia 13 de outubro em Istambul. 

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Entenda. Na quarta, líderes palestinos disseram que o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos Estados Unidos representa uma declaração de guerra contra muçulmanos, que levará a conflitos intermináveis e destruirá as chances de criação de dois Estados para solucionar o conflito palestino-israelense.

Mudando a política mantida por Washington durante décadas, o presidente Donald Trump anunciou a transferência da embaixada dos EUA de Tel-Aviv para Jerusalém. Segundo ele, isso não significará o abandono da busca de um acordo de paz na região.

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Mas, em contraste com posições de governos anteriores, ele não apresentou a criação de dois Estados como o resultado necessário desse processo. “Os EUA apoiarão a solução de dois Estados se ela for acordada por ambos os lados”, declarou Trump em discurso na Casa Branca.

O anúncio foi condenado de maneira unânime por países do Oriente Médio. A única exceção foi Israel, onde o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu celebrou o “dia histórico” para seu país. / AFP

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