Jim Wilson/The New York Times
Jim Wilson/The New York Times

Escolas públicas de Denver serão 'locais seguros' para alunos imigrantes ilegais

Anúncio foi feito após pedido de pais e enfatiza que ação de agentes federais de imigração nas instituições e ônibus escolares interfere no direito constitucional dos estudantes

O Estado de S. Paulo

17 Fevereiro 2017 | 17h16

DENVER - A Superintendência de Escolas Públicas de Denver anunciou nesta sexta-feira, 17, que as instituições da cidade serão "locais seguros e de aceitação" para todos os alunos, entre eles os imigrantes ilegais.

"À luz de recentes eventos locais e nacionais relacionados com imigração e refugiados, a Superintendência de Escolas Públicas de Denver decidiu responder ao temor e à incerteza que muitos de nossos estudantes e famílias estão sentindo", disse Lisa Flores, membro da direção do órgão.

Além da ideia de construir um muro na fronteira com o México, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começou operações em várias regiões do país e ameaçou reduzir o repasse de recursos das cidades que se neguem a colaborar com as autoridades migratórias.

A resolução das escolas de Denver enfatiza que as atividades de agentes federais de imigração nas instituições ou em ônibus escolares interferem nos direitos constitucionais dos alunos, como o de não serem alvo de detenções ou revistas sem motivo e de terem educação pública gratuita.

"Existe uma grande força e solidariedade ao estarmos juntos como comunidade para proteger os direitos de nossos estudantes", ressaltou Flores.

Dentro das escolas da superintendência, 56% dos 91 mil estudantes são hispânicos. Outros 20% pertencem a outras minorias.

Desde a eleição de novembro de 2016, a organização Pais e Jovens Unidos de Denver recolheu mais de mil assinaturas para pedir que as escolas fossem declaradas como "santuários" para os estudantes e as famílias que estão sob risco de deportação. Por isso, a Superintendência não coletará informações sobre a situação imigratória dos estudantes e nem repassará esses dados para o governo federal sem uma ordem judicial, segundo a resolução. / EFE

 

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