Espanha enviará 1.300 soldados ao Iraque

A Espanha enviará 1.300 soldados para ajudar as forças de ocupação e manterem a ordem no Iraque, anunciou nesta sexta-feira o governo de Madri. A missão, formada especialmente por legionários, integrará a chamada brigada hispano-centro-americana Plus Ultra que se emcarregará da segurança no centro e no sul do Iraque, disse o ministro da Defesa, Federico Trillo. Em entrevista à imprensa logo após a aprovação da medida pelo gabinete, Trillo anunciou que o contingente estará no Iraque de início por seis meses, período que poderá ser prorrogado. O primeiro-ministro espanhol, José María Aznar, foi um dos mais enérgicos partidários da campanha bélica no Iraque, e seu governo enviou 900 não-combatentes ao conflito. Já a Alemanha só analisaria o possível envio de tropas ao Iraque se um governo interino legítimo e com mandato das Nações Unidas o pedisse, afirmou hoje um porta-voz do chanceler Gerhard Schroeder. O governo alemão seguiu a posição da França e diminuiu a expectativa de que poderia se aliar aos Estados Unidos para restaurar a ordem no Iraque depois de o secretário americano de Defesa, Donald H. Rumsfeld, ter dito que Washington receberia com satisafação a ajuda de outros países, inclusive das duas nações que se posicionaram veementemente contra a guerra. O ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, viajará a Washington na segunda-feira para se reunir com o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, com a conselheira de segurança nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice, e com o secretário americano de Estado, Colin Powell. Esta será a primeira visita de Fischer aos Estados Unidos desde a deflagração da guerra contra o Iraque.

Agencia Estado,

11 Julho 2003 | 15h18

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