Especialistas militares dos EUA chegam à Libéria

Uma equipe de especialistas dos EUA chegou à Libéria nesta segunda-feira para fazer uma avaliação sobre o possível envio de tropas americanas como parte de uma força de intervenção que poderia restaurar a ordem na nação da África Ocidental castigada pela guerra civil. Precedida por uma dezenas de soldados em uniformes de combate exibindo rifles de assalto, a equipe chegou em helicóptero à embaixada dos EUA na Libéria. O capitão Roger Coldiron, líder do grupo de 32 pessoas, disse aos repórteres que sua missão é a de ?assessorar a segurança? no país e fazer um levantamento sobre as necessidades humanitárias de sua população de 3 milhões de habitantes, vítimas de mais de uma década de conflitos. ?Queremos estar certos de que quem aterrissar aqui estará seguro?, acrescentou Coldiron. Pressionando pela volta à calma, os EUA pediram ao presidente liberiano, Charles Taylor - cercado por rebeldes e acusado de crimes de guerra por um tribunal da ONU em Sierra Leone - deixe rapidamente o país. Taylor prometeu sair, mas pediu a Washington que envie forças de paz para garantir uma transição ordeira. O embaixador americano, John W. Blaney, disse à imprensa que a decisão sobre se soldados dos EUA farão ou não parte da força internacional de paz não será tomada hoje - dia em que o presidente americano, George W. Bush, parte à noite para uma viagem à África, onde visitará cinco países - Senegal, África do sul, Botsuana, Uganda e Nigéria. Como chefe encarregado da missão, Coldiron destacou ainda que sua equipeo levará o tempo que for preciso para fazer uma recomendação a respeito do envio de tropas à Libéria, país fundado no século 19 por ex-escravos americanos.

Agencia Estado,

07 Julho 2003 | 13h19

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