Espionagem faz presidente do Peru deixar reunião

O presidente do Peru, Alan García, vai deixar o fórum da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês), em Cingapura, mais cedo para tratar da prisão de um oficial da força aérea peruana acusado de fazer espionagem para o Chile. García cancelou a reunião entre ele e a presidente chilena, Michelle Bachelet.

AE-AP, Agencia Estado

14 Novembro 2009 | 16h14

Segundo o ministro das Relações Exteriores, José Garcia Belaunde, García deixará Cingapura neste domingo pela manhã. O ministro disse também que o caso criou um problema político. O relacionamento entre os dois países já é tenso em função de uma disputa por uma fronteira marítima que foi levada pelo Peru para a Corte Internacional de Justiça.

Autoridades chilenas negam a alegação de espionagem mas, de acordo com o jornal peruano "El Comercio", um juiz acusou o oficial da força aérea de revelação de documentos secretos nacionais, espionagem e lavagem de dinheiro nesta sexta e também emitiu um pedido de prisão para dois militares chilenos que estariam envolvidos no caso.

O ministro peruano Belaúnde disse que Garcia permanece vinculado aos objetivos da Apec. O Peru está considerando fechar um acordo de livre comércio entre Chile, Nova Zelândia, Cingapura e Brunei. Os Estados Unidos anunciaram neste sábado que também entrariam no acordo. Belaúnde disse que o caso de espionagem não terá impacto nas relações de comércio. As informações são da AP.

Mais conteúdo sobre:
Peru espionagem

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.