Khalid al-Mousily/REUTERS
Khalid al-Mousily/REUTERS

Estado Islâmico destrói novo sítio arqueológico no Iraque

Grupo saqueou e destruiu estátuas de Khorsabad, antiga capital assíria; para governo, objetos são vendidos para financiar terroristas

O Estado de S. Paulo

11 Março 2015 | 21h48

BAGDÁ - Militantes do Estado Islâmico (EI) destruíram nesta quarta-feira, 11, outra cidade com relíquias do período assírio, informou o governo iraquiano. Khorsabad, fundada há 2,7 mil anos, e famosa por suas colossais estátuas de touros alados com cabeças humanas.

O ataque contra a cidade estava sendo investigado pelas autoridades há alguns dias e é o mais recente na série promovida pelo EI contra símbolos erguidos pelos assírios. Na semana passada, os radicais - que dominam amplos território no norte da Síria e do Iraque - atacaram as cidades de Nínive, Nimrud e Hatra.

"Os muralhas da cidade e elementos de alguns templos foram destruídos, mas não sabemos a extensão dos danos", afirmou o diretor do Conselho de Antiguidades do Iraque, Qais Rasheed. "Primeiro saquearam algumas peças. Depois, destruíram outras."

No território sob controle do EI estão alguns dos mais valiosos tesouros arqueológicos da humanidade. Antigos impérios assírios construíram suas capitais na região, onde a civilização greco-romana depois veio a prosperar e civilizações cristãs e muçulmanas coexistiram por séculos.

O grupo radical, que considera heresia qualquer crença diferente de sua própria e estrita da teologia muçulmana sunita, tem destruído sistematicamente templos históricos, santuários, manuscritos, estátuas e esculturas de civilizações que viveram no Iraque e na Síria. 

Autoridades iraquianas afirmam também que o EI tem vendido relíquias para financiar suas operações. O governo iraquiano pediu que a coalizão liderada pelos EUA realize ataques aéreos contra o EI para proteger o patrimônio histórico do país.

Na semana passada, as Nações Unidas condenaram as ações do EI, qualificadas de "crimes de guerra" e ataque contra a "herança comum da humanidade". / REUTERS

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