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Estado Islâmico executa 8 de seus combatentes holandeses

- Atualizado: 01 Março 2016 | 15h 25

Eles foram acusados de tentativa de deserção e motim. Desde abril de 2014, a ONG ‘Raqqa é massacrada em silêncio’ documenta secretamente os abusos cometidos pelos jihadistas na cidade

DAMASCO - O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) executou na semana passada oito de seus combatentes holandeses, acusados de tentativa de deserção e motim, revelou na segunda-feira a ONG "Raqqa é massacrada em silêncio".

"O Daesh (acrônimo árabe do EI) executou oito combatentes holandeses na sexta-feira em Maadan, na província de Raqqa, após acusá-los de tentativa de deserção e motim", disse Abu Mohamad, um dos dirigentes da ONG.

Ascensão do EI: 15 grandes ataques de 2015
AFP PHOTO / San Bernardino County Sheriff
2/12: San Bernardino, Califórnia, EUA

Um casal matou 14 pessoas em uma festa de fim de ano de um centro de tratamento de deficientes em San Bernardino. Tashfeen Malik, de 27 anos, e o marido dela, Syed Rizwan Farook, de 28, foram mortos em uma troca de tiros com a polícia horas após fugiram com um SUV

A ONG documenta secretamente desde abril de 2014 os abusos cometidos pelos jihadistas na cidade de Raqqa, ao norte da Síria, chamada de capital do "califado" do Estado Islâmico.

Há um mês ocorrem problemas entre os 75 jihadistas holandeses na cidade, alguns de origem marroquina, e iraquianos membros dos serviços de informação do EI.

Segundo a ONG, os iraquianos detiveram três jihadistas holandeses suspeitos de deserção, e um deles morreu ao ser agredido durante interrogatório.

A direção do EI em Raqqa enviou um delegado para tentar resolver o problema com os holandeses, mas o homem foi morto para vingar a morte durante o interrogatório.

Após o incidente, a direção do EI no Iraque decidiu deter o grupo holandês e executar oito de seus membros.

Segundo os serviços secretos holandeses, cerca de 200 cidadãos do país integram as fileiras do EI, incluindo 50 mulheres. /AFP

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