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AFP PHOTO / HO / AL-HAYAT MEDIA CENTRE

Estado Islâmico publica vídeo dos autores dos atentados em Paris

Imagens têm como objetivo mostrar que os jihadistas eram membros regulares do grupo; em árabe e francês, terroristas ameaçam países da coalizão internacional liderada pelos EUA

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O Estado de S. Paulo

25 Janeiro 2016 | 10h13

PARIS - O grupo Estado Islâmico (EI) publicou na noite de domingo um vídeo, no qual diz apresentar os nove autores dos atentados que deixaram 130 mortos em Paris, em 13 de novembro passado. Na gravação, o EI ameaça todos os países da coalizão liderada pelos EUA que realizam ataques aéreos contra o grupo jihadista.

Segundo o vídeo, intitulado "Mate-os onde quer que os encontre", os envolvidos são quatro belgas, três franceses e dois iraquianos. Na semana passada, em sua revista online "Dabiq", usada como ferramenta de publicidade, o EI já havia divulgado a foto de nove pessoas que seriam os responsáveis pelo ataque.

O objetivo do vídeo e deixar claro que os ataques em Paris não foram realizados por pessoas inspiradas pelo EI, mas sim por membros regulares do grupo  terrorista, que foram treinados e preparados na Síria antes de voltarem ao território europeu. 

Publicado pelo braço midiático do EI, o Centro de Mídia Al-Hayat, as imagens mostram os supostos autores cometendo atrocidades, como decapitações e execuções à queima-roupa de pessoas apresentadas como reféns.

Expressando-se em árabe e em francês, vários deles dizem que "a mensagem é dirigida a todos os países que participam da coalizão" liderada pelos Estados Unidos. Desde setembro de 2014, essas nações intervêm contra o EI na Síria e no Iraque.

O vídeo também mostra um retrato do primeiro-ministro britânico, David Cameron, acompanhado de uma legenda em inglês que diz: "quem quer que se alinhe com os infiéis será alvo das nossas espadas". Além disso, os nove membros são descritos como "leões", que "puseram a França de joelhos".

Entre as imagens, há passagens dos atentados de Paris e das operações da Segurança francesa após os ataques. Os ataques terroristas reivindicados pelo grupo na capital francesa, em 13 de novembro, deixaram 130 mortos e mais de 350 feridos. / AFP e NYT

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