Estado Islâmico usa milhares de contas no Twitter, diz estudo

Simpatizantes do grupo radical controlam pelo menos 46 mil contas que fazem ameaças, propaganda e recrutamento para os jihadistas

O Estado de S. Paulo

05 Março 2015 | 22h13

NOVA YORK - O Estado Islâmico, o grupo radical que prega a criação de um califado, tem causado assombro com sua capacidade de divulgar sua mensagem usando a mídia social do século 21.

Apesar das repetidas tentativas do Twitter de bloquear as ameaças, a propaganda e o recrutamento do Estado Islâmico ao suspender as contas de associados ao grupo, simpatizantes mantêm milhares de contas ativas na rede social, revela um estudo. Entre os usuários está um grupo que envia mensagens frequentemente explicando como maximizar seu impacto.

"Jihadistas explorarão todo tipo de tecnologia que os ajude em seu avanço", disse  J.M. Berger, um especialista em extremismo online que liderou o estudo e teve a colaboração do Brookings Institution e Google Ideas. Segundo ele, o Estado Islâmico tem obtido mais sucesso do que outros grupos.

O estudo foi divulgado em meio aos esforços do Twitter, uma rede social com base em São Francisco e mais de 288 milhões de usuários no mundo todo, para suspender as contas ligadas ao Estado islâmico. 

O grupo, que está em partes da Síria e do Iraque, tem usado a rede social para divulgar a execução de prisioneiros, incluindo degolações e pelo menos uma imolação. Funcionários e líderes do Twitter têm sido ameaçados.

Berger disse que as ameaças contra o Twitter indicam, em certo grau, que o Estado Islâmico aumentou sua confiança em fóruns abertos da rede social, uma invenção ocidental que não combina com a pretensão do grupo jihadista de restaurar o califado que governou vastas áreas do Oriente Médio.

O estudo descobriu que há pelo menos 46 mil contas no Twitter de pessoas que agem em nome do Estado Islâmico. O estudo, intitulado "O Censo do Estado Islâmico no Twitter" é a primeira tentativa de medir a influência do grupo sobre seus membros e simpatizantes na mídia social.  / THE NEW YORK TIMES

Mais conteúdo sobre:
Estado Islâmico Twitter

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.