EFE
EFE

Encontro entre Trump e líder chinês reforça segurança em Palm Beach

Muitas ruas da região onde está localizado o Eau Palm Beach Resort and Spa, hotel em que Xi Jinping ficará hospedado, estarão fechadas para a circulação de veículos

O Estado de S.Paulo

06 Abril 2017 | 05h00

MIAMI, EUA - As autoridades policiais de Palm Beach, nos EUA, encaram a chegada do presidente da China, Xi Jinping, como o “maior esforço” em relação às medidas de segurança. Ric Bradshaw, xerife do condado, declarou na quarta-feira 5 que, para o encontro entre ambos os líderes, seu escritório fará o mesmo nível de preparação que é feito para um desastre natural e conta com o apoio do Escritório de Broward County, que está disponível, se necessário.

Se a visita de Trump a Palm Beach implica em U$$ 60 mil diários de custos relacionados à segurança, segundo o xerife, desta vez vai "facilmente dobrar" enquanto o líder chinês estiver no local. Bradshaw acrescentou que ainda não tem certeza se haverá um reembolso por parte do governo americano.

O clube privado Mar-a-Lago será o local onde os dois presidentes se encontrarão na tarde desta quinta-feira, 6, para uma série de reuniões de trabalho e almoços como parte da visita oficial de Xi a convite de Trump.

O xerife disse que, ainda que os protestos esperados não sejam proibidos, não haverá tolerância para “atitudes violentas”. “Não vamos tolerar nenhuma desobediência civil, lançamento de objetos às autoridades ou condutas violentas”, explicou Bradshaw durante uma coletiva de imprensa, em que ressaltou que cárceres móveis estarão disponíveis.

Ele ainda afirmou que muitas ruas de Lantana, onde se localiza o Eau Palm Beach Resort and Spa, hotel em que Xi ficará hospedado, estarão fechadas para a circulação de veículos. A comitiva do presidente chinês terá seu próprio comboio de segurança.

Alguns veículos de imprensa locais previram a chegada de vários opositores de Xi a Palm Beach, alguns da comunidade vietnamita residente nos EUA.

Apesar das críticas que Trump tem feito ao presidente chinês, ele tratará de estabelecer uma relação “construtiva e formal”, segundo o Departamento de Estado.

Pyongyang. Na noite de quarta-feira, Trump e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, conversaram por telefone, um dia depois que Pyongyang lançou um míssil ao mar do Japão. A ação foi interpretada por especialistas como um aviso diante do encontro entre o americano e Xi. Trump assegurou a Abe que os EUA “continuarão reforçando sua capacidade militar” para se defender de qualquer ataque da Coreia do Norte. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.