REUTERS/Kyodo
REUTERS/Kyodo

Estudante americano libertado pela Coreia do Norte morre nos EUA

Trump acusa Pyongyang de não ter 'decência humana básica'; Warmbier, condenado a 15 anos de trabalhos forçados por 'atividades hostis', foi repatriado para Cincinnati, cidade do norte dos EUA, onde sua família reside

O Estado de S.Paulo

19 Junho 2017 | 17h49
Atualizado 20 Junho 2017 | 12h42

O estudante americano Otto Warmbier, que chegou na quarta-feira em coma aos EUA depois de um ano e meio detido na Coreia do Norte, morreu nesta segunda-feira, 19, segundo informaram seus pais em comunicado. 

“É nosso triste dever informar que nosso filho, Otto Warmbier, completou sua jornada. Cercado por sua família amorosa, Otto morreu hoje às 14h20”, começa a nota assinada por seus pais, Fred e Cindy.

O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou condolências à família e acusou Pyongyang de não ter “decência humana básica”. “O destino de Otto aumenta a determinação de meu governo de prevenir tais tragédias de inocentes que caem nas mãos de regimes que não respeitam as leis ou a decência humana básica”, afirmou, em comunicado.

A libertação de Warmbier havia ocorrido no dia 13, após uma negociação entre o governo dos dois países. No entanto, a família afirmou à imprensa, ainda no mesmo dia, que soube que o estudante estava em coma desde quando foi condenado, em março de 2016.     

De acordo com o governo norte-coreano, o estudante havia contraído botulismo e tomado uma pílula que induziu ao coma. No entanto, os médicos de Ohio, onde ele estava internado, informaram em nota que não foram encontrados sinais da doença no jovem. 

“Infelizmente, as terríveis torturas sofridas por nosso filho nas mãos dos norte-coreanos fizeram com que nenhum outro resultado fosse possível além do que nós vivemos hoje”, disseram os pais do jovem.     

De acordo com o documento divulgado pela família, desde que voltou aos EUA, Warmbier “não podia falar, não podia enxergar e não era capaz de reagir a comandos verbais”.     

O americano, que estudava na Universidade de Virgínia, foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados por supostamente ter roubado um cartaz com propaganda do governo norte-coreano que estava na parede de um hotel. Ele estava com uma excursão que havia saído de Pequim, em janeiro do ano passado, mas foi impedido de deixar a Coreia do Norte.

Segundo a CNN, o estudante estava em condição estável, mas havia sofrido “danos neurológicos severos”, de acordo com uma declaração da semana passada do Centro Médico da Universidade de Cincinnati. Pyongyang afirmou que o estudante foi libertado por “razões humanitárias”. / AFP, EFE e W. POST 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.