Estudantes estrangeiros deixam universidades dos EUA

Na seqüência dos ataques terroristas do dia 11 de setembro nos EUA, 200 faculdades e universidades americanas reportaram que estudantes estrangeiros deixaram suas escolas, revela uma pesquisa nacional. As administrações de faculdades e universidades norte-americanas informaram ainda que medidas adotadas para proteger estudantes de origem árabe ou muçulmana foram mais preventivas do que resultado de algum incidente ou perseguição de fato. A pesquisa foi realizada pela associação com objetivo de saber como os ataques suicidas do dia 11 afetaram os câmpus. Mais de 1.200 instituições responderam à pesquisa, incluindo comunidades de faculdades e instituições privadas e públicas. Os nomes das escolas não foram divulgados. Embora a pesquisa não tenha perguntado quantos estudantes saíram de cada escola, ela revela que os estudantes americanos deixaram 304 escolas - o que não é incomum, disse Barmak Nassirian, um analista político que conduziu a pesquisa. Um certo grau de desistência sempre ocorre no início do ano escolar. "Com relação aos estudantes estrangeiros, parece que houve um pequeno aumento de saídas incomum", disse Nassirian. "Parece que essas saídas estavam significativamente relacionadas aos ataques", acrescentou. As administrações de 103 escolas disseram que "uma boa parte" ou "virtualmente todos" aqueles que deixaram as instituições eram de origem muçulmana, árabe ou do sudeste da Ásia. Contudo, em 84 escolas, nenhum dos estudantes estrangeiros desistentes se encaixava em alguma dessas categorias. Cento e sessenta escolas reportaram incidentes de perseguição dirigidos contra estudantes estrangeiros ou aqueles de origem muçulmana, árabe ou do sudeste da Ásia. Nassirian disse que as escolas registraram mais ataques verbais do que violência física. Ao mesmo tempo, 602 escolas informaram que tomaram medidas para proteger tais estudantes. Em 486 escolas houve um êxodo de estudantes que também serviam as forças armadas norte-americanas. Sobre se agências governamentais que buscaram informações de estudantes, 220 escolas disseram que foram contatadas por pelo menos uma agência e 50 escolas por mais de uma. Entre as agências que buscaram informações sobre estudantes estava o FBI, o Serviço de Imigração e Naturalização e as polícias local e estadual.

Agencia Estado,

05 Outubro 2001 | 20h13

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