AFP PHOTO / MARTIN BERNETTI
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Estudantes protestam no Chile contra reforma da educação de Bachelet

Para a Confederação de Estudantes do país, propostas do governo são insuficientes e mantém as falhas do sistema atual; movimento quer perdão de dívidas, fim do lucro na educação e gratuidade prometida durante campanha eleitoral

O Estado de S.Paulo

11 Abril 2017 | 16h47

SANTIAGO - Milhares de estudantes chilenos foram às ruas nesta terça-feira, 11, em protesto para denunciar o que classificam como uma crise na educação no país, no momento em que o Congresso se prepara para iniciar a discussão de uma reforma no ensino superior.

A Confederação de Estudantes do Chile (Confech) se queixa que as mudanças promovidas pelo governo da presidente socialista Michelle Bachelet são insuficientes e mantém as falhas do sistema atual, apesar da promessa do governo de promover um modelo que garanta gratuidade e qualidade.

"Não sei se o governo está se fazendo de bobo. Não se pode legislar sem escutar os movimentos sociais", disse Daniel Andrade, presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile.

Com cartazes com dizeres como "A educação segue em crise, não a deixemos cair", apitos e bandeiras, os manifestantes avançaram pela avenida principal do centro de Santiago, assim como em outras cidades pelo país.

Entre as demandas do movimento estão o perdão de dívidas educacionais, o fim do lucro na educação e cobranças a respeito das garantias de gratuidade e qualidade prometidas por Bachelet em sua campanha.

Os protestos ocorreram antes de a comissão de Educação da Câmara de Deputados do Chile votar a reforma da educação superior proposta pelo governo, ainda que se espere um possível repúdio por parte dos parlamentares.

O deputado e ex-dirigente estudantil Giorgio Jackson pediu ao governo que "abandone a soberba, abandone essa ideia de legislar de costas para a cidadania e que acabe imediatamente com a discussão do projeto". / REUTERS

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