Stringer/Reuters
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EUA condenam americano a 28 anos de prisão por criar célula do Estado Islâmico no país

David Wright tinha feito uma 'extensa busca por armas' para cumprir ataque em Nova York elaborado pelo grupo terrorista

O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2017 | 02h14

WASHINGTON - A Justiça dos Estados Unidos condenou nesta terça-feira, 19, o americano David Wright a 28 anos de prisão por criar uma célula do Estado Islâmico (EI) no território americano, informou o Departamento de Justiça.

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Wright, também conhecido como Dawud Sharif Abdul Khaliq, criou a célula em fevereiro de 2015 com um tio dele, Usaamah Abdullah Rahim, e com Nicholas Alexander Rovinski, cuja condenação deve ser conhecida nesta quarta-feira.

O condenado e Rovinski foram presos posteriormente, sendo que este último declarou-se culpado por "prover apoio material ao EI e de conspirar para cometer atos de terrorismo com vítimas nacionais".

Nascido há 28 anos em Everett, um subúrbio de Boston, Wright entrou em contato com Junaid Hussain, membro do EI na Síria, que forneceu um documento criptografado com informações de um alvo que a célula mataria em Nova York. Hussain morreu em agosto de 2015 em Raqqa, na Síria, segundo informações do departamento. Ele foi atingido por policiais depois de atacá-los em Roslindale, outro subúrbio de Boston. 

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Para preparar o ataque que o EI tinha destinado a ele, Wright fez uma "extensa busca por armas, facas, machetes, componentes para fabricar explosivos e métodos para torturar as vítimas". Apesar de ter nascido em Massachusetts, Wright se voltou contra o próprio país e se uniu a uma organização terrorista radical.

"[Ele] se converteu soldado do EI e recrutou cidadãos americanos para cometer ataques dentro dos EUA para matar civis e policiais", disse o procurador William D. Weinreb/ EFE

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