EUA dizem que farão tudo que puderem para conter óleo

Frente a frente com uma catástrofe ambiental, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, viajou neste domingo para o Estado da Louisiana para acompanhar os trabalhos de contenção da enorme mancha de petróleo que se aproxima da costa sul do país. Os membros de seu gabinete informaram que a situação era grave, mas insistiram que o governo está fazendo tudo o que pode.

AE-AP, Agência Estado

02 Maio 2010 | 18h10

A Louisiana foi o primeiro Estado norte-americano a ser atingido pela mancha, provocada por um vazamento depois que uma plataforma de perfuração de petróleo explodiu e afundou no mar, no último dia 20 de abril, deixando 11 mortos.

Por causa do mau tempo, o Presidente evitou viajar de helicóptero e foi de carro até próximo à área onde a BP e o governo estão tentando conter a mancha de petróleo e evitar que ela cause mais danos. No momento, parece que pouca coisa pode ser feita para que o óleo não se espalhe.

Para Obama, o vazamento de óleo não é apenas um desastre ecológico, mas um risco político potencial também, porque deve influenciar em como a população vai avaliar a resposta do presidente ao acidente, assim como ocorreu com seu antecessor, G.W. Bush, no caso do furacão Katrina que também atingiu a Louisiana em 2005.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse aos repórteres que acompanham o Presidente que Obama preferiu ter certeza de que "tudo continua sendo feito para tentar conter o desastre ecológico".

O secretário do Interior, Ken Salazar, tentou garantir aos americanos que a BP, e não os contribuintes, deverá pagar pelo que possivelmente vai se tornar o maior desastre de petróleo do país. "Não pouparemos esforços para garantir que todas as fontes de recursos sejam colocadas para resolver efetivamente o problema", afirmou Salazar.

A conta atingirá duramente os bolsos da BP, mas o mar, animais e pescadores que dependem dele para viver devem pagar um custo ainda maior. Neste domingo, as autoridades dos EUA suspenderam toda a pesca nas águas federais afetadas pela mancha. A Louisiana é uma das maiores fontes da indústria pesqueira do país, além de abrigar centenas de espécies de animais selvagens.

Acredita-se que o equivalente a até 5 mil barris de petróleo estejam vazando para o mar a cada dia. Ventos fortes e águas agitadas estão dificultando os trabalhos para controlar o desastre.

A Guarda Costeira tenta conter o avanço da mancha usando milhares de metros de barreiras absorventes colocadas no mar do Golfo do México, mas as marés estão empurrando a barreira para a costa. O mau tempo ainda impediu a ajuda de embarcações pequenas e de aviões militares, destacados para pulverizar substâncias químicas que ajudam a dispersar o petróleo.

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