AP Photo/Evan Vucci
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EUA dizem que sucessor de Maduro terá palavra final sobre saída da OEA

Como processo de desligamento da organização leva até dois anos, ele será efetivado somente se o próximo presidente venezuelano apoiar as políticas do atual líder, afirmou porta-voz do Departamento de Estado americano

O Estado de S.Paulo

27 Abril 2017 | 17h31

WASHINGTON - Os Estados Unidos advertiram nesta quinta-feira, 27, que a decisão final sobre a saída da Venezuela da Organização dos Estados Americanos (OEA) caberá ao sucessor do presidente Nicolás Maduro. O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Mark Toner, disse também que os EUA gostariam que o país sul-americano permanecesse na organização, mas "só" se cumprir com "os padrões" democráticos da mesma.

"A declaração feita ontem pela ministra das Relações Exteriores (da Venezuela, Delcy Rodríguez) não tem um efeito real imediato e nem prático, porque deixar a OEA pode levar até dois anos", disse aos jornalistas um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Mark Toner.

"Isso se estenderia até depois do final do mandato do presidente Maduro, e a decisão só poderia ser definitiva se for apoiada por seu sucessor", acrescentou Toner, se referindo as eleições presidenciais no país caribenho previstas para 2018

Enquanto isso, a Venezuela "continuará sendo um membro pleno da OEA" e deverá cumprir com os padrões contemplados na carta de fundação da instituição, "incluindo o respeito às normas e práticas democráticas", de acordo com o porta-voz.

"(O anúncio da saída) nos preocupa porque acreditamos que a OEA pode ter uma influência construtiva na Venezuela, em Maduro, no governo venezuelano no sentido de cobrar o respeito da Constituição do país e de cobrar os compromissos democráticos com seu povo", completou Toner.

Pouco antes das declarações do porta-voz, o presidente americano, Donald Trump, se referiu às tensões na Venezuela durante encontro com o colega argentino Mauricio Macri no Salão Oval da Casa Branca. "A Venezuela é um desastre", disse Trump.

"Estou muito triste pela Venezuela, estou muito triste por ver o que está acontecendo na Venezuela. A situação da Venezuela é muito difícil", afirmou Trump, sem comentar a decisão a decisão de Caracas de sair da OEA. / EFE

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