Divulgação/Presidência do México
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EUA e México tentam chegar a um acordo em temas como comércio, segurança e imigração

Relação entre dois países ficou mais tensa depois que Trump prometeu construir um muro na fronteira com o território mexicano para impedir a entrada de imigrantes ilegais e traficantes de drogas

O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2017 | 12h12

CIDADE DO MÉXICO - Uma delegação mexicana se reuniu com autoridades militares americanas no sul do México na terça-feira para discutir iniciativas de segurança, segundo fontes, à medida que os dois países tentam encontrar um meio termo para algumas negociações complicadas como comércio, segurança e imigração.

A relação entre EUA e México ficou mais tensa depois que o presidente americano, Donald Trump, prometeu construir um muro entre os dois países para impedir a entrada de imigrantes ilegais, traficantes de drogas e criminosos. Ele também anunciou que fará os mexicanos pagarem pela obra.

Lori Robinson, chefe do Comando Norte dos EUA, e Kurt Tidd, chefe do Comando Sul, participaram das conversas, disseram na quarta-feira duas pessoas com conhecimento sobre o assunto. Ambas as fontes falaram sob condição de anonimato.

Esse foi um dos primeiros encontros conhecidos entre autoridades mexicanas e americanas desde que Trump tomou posse em janeiro, depois de ameaçar desfazer anos de cooperação entre os dois países com uma retórica hostil sobre comércio e segurança.

Uma das fontes disse que as conversas se concentraram no compromisso do México em resguardar sua fronteira sul para manter longe criminosos e imigrantes ilegais. A fonte afirmou que a embaixadora dos EUA no México, Roberta Jacobson, também esteve presente.

O Ministério das Relações Exteriores mexicano informou que o chanceler Luis Videgaray não compareceu. Uma terceira fonte disse que Socorro Flores, vice-ministra para América Latina e Caribe, representou o México na reunião.

O porta-voz do Comando Norte dos EUA, Michael Kucharek, confirmou que Robinson e Tidd visitaram o México na terça-feira, como parte de uma "coordenação contínua na segurança da nação parceira", acrescentando que os dois também foram a Honduras e Guatemala.

"A visita à fronteira sul foi planejada durante meses e deu às autoridades dos EUA uma chance de conhecer em primeira mão os desafios que o México enfrenta para proteger suas fronteiras", disse o porta-voz da embaixada dos EUA na Cidade do México. Ele não deu maiores detalhes.

O México negou as reportagens publicadas na quarta-feira segundo as quais Trump, em uma conversa telefônica recente com o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, teria ameaçado enviar soldados para o território mexicano se o país não intensificar os esforços contra seus cartéis de drogas. / REUTERS

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