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EUA e União Europeia estudam crédito à Ucrânia

Andrei Netto, Enviado Especial / Kiev - O Estado de S. Paulo

03 Fevereiro 2014 | 21h 30

Ideia foi confirmada pela representante da União Europeia, Catherine Ashton, e tem como objetivo reduzir influência da Rússia, que emprestou US$ 15 bilhões a Kiev

KIEV - A União Europeia anunciou na segunda-feira, 3, que estuda um programa de socorro financeiro à Ucrânia, país paralisado por uma crise política que dura mais de 70 dias. A confirmação foi feita pela representante para Relações Exteriores, Catherine Ashton, que não revelou os valores em análise.

O plano tem como objetivo contrabalançar a influência do presidente da Rússia, Vladimir Putin, que anunciou o empréstimo de US$ 15 bilhões - dos quais US$ 3 bilhões já foram transferidos para Kiev - e a redução do preço do gás.

O empréstimo russo foi divulgado em 17 de dezembro, 26 dias depois que o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, anunciou a suspensão das negociações sobre um acordo de associação com a União Europeia, voltando-se para uma parceria com a Rússia. A decisão foi o estopim da crise política, levando multidões às ruas da capital, Kiev, e das principais cidades do oeste do país - pró-Europeu. Desde então, um acampamento gigante foi montado na Praça da Independência, rebatizada de Europraça pela oposição.

Ashton confirmou ao jornal Wall Street Journal que a União Europeia, com a possível participação dos EUA, tem a intenção de apresentar um pacote de ajuda econômica à Ucrânia, com o objetivo de auxiliar o país a enfrentar a crise econômica na qual está mergulhado. A Ucrânia registrou em 2013 crescimento negativo de 2%, déficit público elevado - de 6% - e tem dificuldades para reembolsar uma parcela de US$ 4 bilhões relativos a um empréstimo de US$ 15 bilhões concedido pelo FMI em 2011. O "plano ucraniano" pode ser homologado já na próxima reunião de ministros europeus de Relações Exteriores, marcada para o dia 10, em Bruxelas.

A presidência da Ucrânia confirmou que Yanukovich retornou ao trabalho depois de cinco dias afastado por um suposto problema respiratório. O presidente tem como missão mais urgente nomear um novo primeiro-ministro - em substituição a Mykola Azarov, que renunciou ao cargo na semana passada - e retomar o diálogo com a oposição, que permanece ocupando a Praça da Independência e prédios públicos em várias cidades do país.

Repercussão

Nas fileiras da oposição, a proposta da UE de oferecer um pacote de socorro à Ucrânia foi condicionada à nomeação de um premiê oposicionista e com amplo controle sobre o governo. Em entrevista à rede de TV Kanal 5, o ex-ministro da Economia Arseni Yatseniuk, um dos líderes da mobilização popular, impôs ainda como condição uma ampla reforma constitucional.

Já o governo russo não comentou a oferta de ajuda financeira. Na Praça da Independência, na segunda-feira, a mobilização continuava, indiferente ao risco de radicalização que pesa sobre os dois lados após o comunicado das Forças Armadas dando 15 dias para Yanukovich acabar com a crise. Para Maxim Ivashchenko, 24 anos, programador, os protestos precisam seguir até que o governo caia. "Muita gente ficou ferida ou foi morta nas manifestações. Esses eventos dizem respeito a todos nós. Toda a Ucrânia está vivendo esse risco", argumenta.

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