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EUA e União Europeia impõem sanções a autoridades russas e ucranianas

O Estado de S. Paulo

17 Março 2014 | 10h 46

Dois assessores de Putin e o presidente deposto da Ucrânia estão entre os afetados pela ação de Obama

(Atualizada às 11h55) WASHINGTON - O presidente americano, Barack Obama, impôs sanções contra 11 russos e ucranianos nesta segunda-feira, 17, incluindo dois assessores do presidente Vladimir Putin, Cladislov Surkov e Sergei Glazyev, e o presidente deposto ucraniano, Viktor Yanukovich. O pacote de sanções é o mais sério confronto entre EUA e Rússia desde o fim da Guerra Fria.

Obama ordenou o congelamento de quaisquer bens das 11 pessoas nos EUA e as proibiu viagens ao país americano. Washington acusa as pessoas de serem responsáveis pela incursão militar da Rússia na Crimeia. "Essas sanções são um primeiro passo. Se a Rússia continuar a interferir na Ucrânia, aplicaremos novas sanções", afirmou Obama, em pronunciamento na Casa Branca.

Também foram atingidos pelas sanções, segundo a agência AFP, o vice-primeiro-ministro russo, Dmitri Rogozin, a presidente da Conselho da Federação russa, Valentina Matvienko, um assessor de Yanukovich e dois ativistas separatistas da Crimeia.

"O destino da Ucrânia deve ser decidido pelo povo da Ucrânia. Os EUA continuam do lado do povo ucraniano", acrescentou Obama, ressaltando que a Rússia ficará cada vez mais isolada com as sanções e que cabe a Moscou "agravar ou amenizar esse isolamento."

Mais cedo, a União Europeia (UE) anunciou a imposição das mesmas sanções contra 21 autoridades russas e ucranianas "ligadas à piora da situação na Crimeia".

As sanções ocorrem horas depois de o Parlamento da Crimeia declarar a região um Estado independente. No domingo 16, 96,77% dos eleitores que participaram do referendo optaram pela separação do território da Ucrânia e anexação à Rússia.

Os EUA afirmam que a votação foi ilegal e, por isso, não reconhecerão seu resultado. "Como eu disse ao presidente Putin ontem, o referendo na Crimeia violou as leis internacionais", disse Obama.

"As ações de hoje enviam uma forte mensagem ao governo russo de que há consequências para a ação de violar a soberania e a integridade territorial da Ucrânia, incluindo o apoio de Moscou ao referendo ilegal pela separação da Crimeia", afirmou a Casa Branca./ REUTERS e AP