EUA estudam impor mais sanções à Venezuela

A condução das eleições legislativas na Venezuela em dezembro será fundamental para definir o futuro da relação dos Estados Unidos com o país, disse ontem o conselheiro do Departamento de Estado, Thomas Shannon. Segundo ele, "se for necessário", o governo americano usará a legislação que permite a imposição de sanções a indivíduos acusados de violações de direitos humanos no país sul-americano.

Cláudia Trevisan , CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2015 | 02h03

"A possibilidade de a eleição ser percebida como livre e a contagem dos votos ser válida serão pontos importantes para definir como manejaremos os próximos passos do relacionamento", disse Shannon na Comissão de Relações Exteriores do Senado, onde foi sabatinado por sua indicação ao cargo de subsecretário para Assuntos Políticos do Departamento de Estado.

Por iniciativa da Venezuela, Washington e Caracas começaram um diálogo em abril, depois de um período de virtual rompimento de suas relações diplomáticas.

No Senado ontem, Shannon disse que o principal objetivo daquele encontro foi pressionar Caracas a marcar uma data para as eleições legislativas e "salvar a vida" do opositor Leopoldo López, que havia iniciado uma greve de fome quatro semanas antes. "Nós buscávamos uma ação do governo da Venezuela que levasse ao fim da greve de fome", observou o diplomata.

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