EUA exigem respeito a acordo fechado em Honduras

"Decepcionados" com a interrupção da formação do governo de unidade em Honduras, os Estados Unidos conclamaram zelaystas e partidários do presidente de facto, Roberto Micheletti, a voltar à mesa de negociações "imediatamente". "O acordo ressaltava a importância da formação de um governo de unidade e reconciliação nacional", disse Ian Kelly, porta-voz do Departamento de Estado. "Por isso, estamos decepcionados com as declarações unilaterais feitas pelos dois lados, que não são adequadas ao espírito do Acordo de Tegucigalpa-San José."

AE, Agencia Estado

07 Novembro 2009 | 07h42

O processo de reconciliação hondurenho havia sido reiniciado na semana passada, sob forte pressão dos EUA, mas o prazo para a formação de um governo de unidade expirou ontem à zero hora. Pouco depois, o presidente deposto, Manuel Zelaya, decretou o fracasso do pacto em um comunicado. Micheletti adiou para a próxima semana a constituição do governo de união "sem membros designados por Zelaya" e presidido por ele mesmo.

O Departamento de Estado norte-americano ressaltou que os dois lados precisam trabalhar "juntos" para formar o governo. Mas, nos bastidores, o governo dos EUA deixa claro que apoiará as eleições do dia 29, independentemente da volta de Zelaya. A Casa Branca afirma que o acordo determina que o Congresso decida como, quando e se Zelaya será restituído. "Instaurar um governo de unidade unilateralmente não estava previsto", disse uma fonte do governo norte-americano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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