EFE/JOHN TAGGART
EFE/JOHN TAGGART

EUA fazem homenagens a vítimas e heróis do 11 de Setembro

Atos pelo país lembraram vítimas dos ataques terroristas comandados pela Al-Qaeda

Vinicius Neder*, O Estado de S. Paulo

11 Setembro 2016 | 20h44

NOVA YORK - Atos para marcar os 15 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001 foram realizados em diversos pontos dos EUA neste domingo. O entorno do World Trade Center, agora com os edifícios reconstruídos, um memorial para as vítimas e um museu sobre os atentados, ficou fechado até as 15 horas. Antes disso, somente parentes de vítimas puderam passar e acompanhar as cerimônias de homenagem, lembrança e luto.

“É difícil colocar em palavras”, disse ao Estado John Crant, quando perguntado sobre a importância da cerimônia. Ele perdeu a irmã, Denise Elizabeth, na tragédia. “O tempo torna as coisas mais fáceis. Ao mesmo tempo, a cerimônia traz a dor de volta, mas é importante para lembrar que houve seres humanos envolvidos”, disse Crant. Denise trabalhava no escritório de uma seguradora no World Trade Center e tinha 46 anos quando morreu. 

Quem ficou do lado de fora da cerimônia aproveitou para prestar suas homenagens, como fez Frank Gotlibowski, que veio de Connecticut para lembrar o amigo Jeffrey Bittner. Gotlibowski contou que repete o ritual há 13 anos.

“É importante seguir lembrando. Quando eu carrego esse cartaz, alguém pode ver o nome dele e tirar um tempo do dia para se lembrar dele e de todos os que morreram”, disse Gotlibowski, referindo-se ao cartaz com uma foto de Bittner. 

Os dois se conheceram no trabalho, numa empresa de paisagismo de Connecticut. Em setembro de 2001, Bittner trabalhava num banco de investimentos nas Torres Gêmeas – Gotlibowski contou que soube que o amigo estava entre as vítimas duas semanas após a tragédia.

Da calçada em que Gotlibowski estava era possível ver um muro de homenagens aos 343 bombeiros mortos nas operações de resgate no dia dos ataques. Bandeiras dos EUA e flores enfeitavam o muro – palco, ao longo do dia, de homenagens acompanhadas de sirenes e gaitas tocando músicas fúnebres.

O policial Kenny Commol, que estava fora de serviço neste domingo, acompanhou a família do tenente bombeiro Dennis Mojica, seu amigo de infância. Para Commol, é importante vir todos os anos para prestar respeito pelas vítimas. Commol não vê neste ano uma data especial de lembrança dos atentados, seja pelo fato de completarem 15 anos, seja em razão da repetição de atentados terroristas nesse período nos EUA. "Como isso afeta uma pessoa, afeta a todas as outras", disse Commol.

Washington. Em um ato no Pentágono, o presidente Barack Obama pediu que os americanos não permitam que o terror divida o país. “A Al-Qaeda e o Estado Islâmico sabem que jamais poderão vencer uma nação tão grande e forte como os EUA. Então eles tentam nos aterrorizar.” 

No horário do impacto do primeiro avião contra a Torre Norte do World Trade Center, Obama respeitou um minuto de silêncio na Casa Branca.

O candidato republicano Donald Trump também compareceu ao ato em Nova York. “É nosso dever trabalhar juntos para manter nosso povo seguro”, escreveu em seu Facebook.

* O REPÓRTER VIAJA COMO BOLSISTA DO WORLD PRESS INSTITUTE 

 

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