Ford Williams/Courtesy U.S. Navy/Handout via REUTERS
Ford Williams/Courtesy U.S. Navy/Handout via REUTERS

EUA investigam possível papel da Rússia em ataque químico sírio 

Fontes militares americanas afirmaram que um drone pertencente à Rússia ou à Síria foi registrado sobrevoando o local após o  ataque químico ter sido lançado na terça-feira

O Estado de S. Paulo

07 Abril 2017 | 14h49

WASHINGTON - Fontes das Forças Armadas americanas informaram que os Estados Unidos estão investigando se a Rússia teve alguma participação no ataque com armas químicas na Síria no início desta semana. As fontes dissem que a Rússia falhou em controlar o uso de armas químicas pelo governo sírio. 

Elas afirmaram que um drone pertencente à Rússia ou à Síria foi registrado sobrevoando o local após o  ataque químico ter sido lançado na terça-feira. O drone retornou mais tarde naquele dia enquanto as vítimas do ataque procuravam o hospital para receber tratamento. Em seguida, segundo as fontes, o hospital foi bombardeado. 

As fontes militares disseram acreditar, segundo a agência Associated Press, que o ataque ao hospital pode ter tido o objetivo de cobrir as evidências do ataque químico. Elas não estavam autorizadas a falar publicamente e, por isso, se pronunciaram em condição de anonimato. Segundo elas, as evidências ainda estão sendo revistas. 

Linha direta. Outras fontes militares americanas informaram hoje também que a Rússia concordou em manter uma linha direita com Washington com o objetivo de prevenir colisões aéreas na Síria. 

As declarações contradizem a informação dos russos de que suspenderam o acordo que tinha com os EUA de coordenar ações militares na Síria para evitar qualquer tipo de choque entre aeronaves que estejam no espaço aéreo do país em conflito. A decisão teria sido tomada após o bombardeio americano contra a Síria. 

Os militares disseram que têm mantido discussões com Moscou desde o ataque, na noite de quinta-feira, à base síria. As fontes americanas disseram que têm buscado garantir que esse canal continue aberto e os russos confirmem que continuarão engajados. / AP 

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