EUA lançam campanha contra o colesterol

O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos declarou guerra ao colesterol e anunciou nesta terça-feira novos parâmetros que podem levar milhões de norte-americanos a começar a tomar remédio para evitar risco de enfarte. O nível de colesterol total normal não foi alterado e continua sendo de 200 miligramas por decilitro de sangue e o de colesterol alto vale para quem apresenta mais de 240 mg/dl. A novidade é que dentro daqueles 200 mg considerados normais, o ideal é que 100 mg apenas sejam de colesterol ruim (LDL). Pacientes que apresentarem taxas de LDL na faixa dos 130 a 159 mg/dl estarão no limite da normalidade; os que tiverem 160 mg terão colesterol alto e 190 mg, muito alto, exigindo intervenção médica mesmo se o colesterol total estiver dentro dos 200 mg. O índice baixo demais de HDL passa de 35mg/dl para 40 mg/dl. Os parâmetros foram divulgados por um grupo de conceituados especialistas consultados pelos institutos. Eles fizeram um apelo para que os médicos prescrevam um tratamento mais agressivo para pacientes com alto nível de colesterol no sangue, incluindo medicamentos e mudança no estilo de vida, com a adoção de uma dieta mais pobre em gorduras. As doenças das coronárias são a principal causa de morte entre os americanos, causando cerca de 500 mil mortes por ano. E a alta taxa de colesterol no sangue é um dos maiores fatores de risco para essas doenças. As novas orientações, publicadas no Journal of the American Medical Association, também faz um apelo aos médicos para que tentem identificar melhor as pessoas com risco de sofrer um ataque cardíaco. Apenas com a redução do LDL, o colesterol ruim, o risco de enfarte cai 40%, disseram os especialistas. Scott Grundy, que chefiou o grupo de especialistas, disse que tanto os médicos quanto os pacientes têm de assumir a responsabilidade pelos riscos. "Queremos que as pessoas sejam informadas dos riscos de um enfarte e também que tenham um papel ativo na prevenção de um ataque cardíaco." De acordo com os novos parêmetros, as pessoas com colesterol alto devem comer menos gordura, fazer exercícios e emagrecer. Isso deve fazer com que o número de americanos fazendo dieta para baixar o colesterol suba de 52 milhões para 65 milhões. O número de norte-americanos tomando remédio para baixar o colesterol deve subir de 13 milhões para 36 milhões. Também existem outros fatores de risco para um enfarte, como hipertensão, hábito de fumar, baixo HDL (o colesterol bom), estreitamento das artérias, diabetes, etc. E os especialistas alertam para isso. Por fim, o instituto indica exames a cada cinco anos para todas as pessoas maiores de 20 anos.

Agencia Estado,

15 Maio 2001 | 21h35

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