Richard Perry/The New York Times
Richard Perry/The New York Times

EUA liberam que soldados usem turbante, véu e barba por razões religiosas

Medida foi tomada após um capitão da religião sikh processar o Departamento de Defesa

O Estado de S.Paulo

07 Janeiro 2017 | 05h00

WASHINGTON - O Exército dos Estados Unidos emitiu nesta semana uma diretiva na qual permite os turbantes, os véus e as barbas para os soldados que são muçulmanos ou sikhs, que até agora não podiam expressar suas crenças no uniforme militar.

A diretiva, emitida na terça-feira e repercutida nesta sexta-feira pelos veículos de comunicação locais, está destinada a permitir que os militares desempenhem suas funções sem ter de ocultar suas crenças.

"O Exército revisou suas políticas para assegurar-se que os soldados podem fazer seu serviço militar de maneira coerente com sua fé", anunciou em comunicado Eric Fanning, primeiro-secretário do Exército e o primeiro homem abertamente homossexual a ocupar a liderança civil de um dos braços das Forças Armadas.

A legislação estabelece que uma autorização será necessária para todos os soldados que queiram mudar a aparência de sua vestimenta, seja com um véu no caso das mulheres muçulmanas, com uma barba no caso dos homens desta religião ou com um turbante para os da comunidade sikh (religião monoteísta originária da Índia e do Paquistão.

Apesar da autorização de usar turbantes, será obrigatório que os militares utilizem capacetes de combate ou qualquer outro equipamento de proteção quando seja necessário.

Segundo a nova diretiva, a barba poderá ter um comprimento de até cinco centímetros, enquanto o véu islâmico não poderá cobrir o rosto da mulher, não pode ser de um tecido brilhante e é obrigatório que tenha uma cor parecida à da uniforme, ou seja, marrom, verde ou preto.

As mudanças são anunciadas depois de o capitão sikh Simratpal Singh processar no ano passado o Departamento de Defesa dos EUA, que finalmente autorizou o homem a usar turbante e barba.

Em 2013, o major Kamaljeet Singh Kalsi, um médico sikh americano que ganhou a Estrela de Bronze fpo sua atuação no Afeganistão, obteve uma concessão especial para usar barba e turbante. / EFE

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