AFP/ KCNA
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EUA preparam grande manobra militar após novo teste de míssil norte-coreano

Com a chegada de novas aeronaves americanas à Coreia do Sul, os dois países se preparam para iniciar, nesta segunda-feira, o exercício batizado como 'Vigilant Ace', que acontecerá até 8 de dezembro

O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2017 | 08h41

SEUL - O Exército dos Estados Unidos está preparando uma grande movimentação militar para realizar um exercício aéreo com a Coreia do Sul, uma manobra que pretende ser uma nova exibição de força para a Coreia do Sul após o último teste de míssil balístico realizado por Pyongyang na última semana.

Com a chegada de novas aeronaves americanas à Coreia do Sul neste domingo, 3, os dois países se preparam para iniciar, nesta segunda-feira, 4, o exercício batizado como "Vigilant Ace", que ocorrerá até 8 de dezembro.

A manobra contará com a participação de mais de 230 aviões dos dois países, incluindo 12 caças com revestimento "invisível" dos EUA (seis F-22 e seis F-35), além de outros seis EA-18G Growler, caças-bombardeiros projetados para a chamada "guerra eletrônica".

Apesar de o exercício já estar planejado antes do míssil lançado pela Coreia do Norte na última quarta-feira, 29, o Pentágono não costuma enviar tantos aviões para a "Vigilant Ace".

A operação faz parte no acordo firmado em outubro entre Washington e Seul para ampliar a "presença rotacional" de ativos estratégicos americanos na península coreana. O objetivo é pressionar Pyongyang para que o regime de Kim Jong-un volte a mesa de negociações e desista de tornar o país em uma potência nuclear.

Durante os exercícios, os aliados simularão ataques contra falsas instalações nucleares norte-coreanas e contra plataformas que seriam usadas por Pyongyang para lançar seus mísseis.

O Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte, em comunicado divulgado pela agência estatal "KCNA", condenou com dureza o novo exercício militar entre Washington e Seul.

+++ Caças F-22 dos EUA chegam à Coreia do Sul para realizar manobras

"As manobras são de uma escala e de uma natureza sem precedentes na hora de simular situações de combate e pelo número de ativos estratégicos americanos envolvidos, incluindo caças F-35 e F-22", afirmou a nota da chancelaria norte-coreana.

"A equipe de Donald Trump está pedindo a gritos por uma guerra nuclear ao realizar uma arriscada aposta na península coreana", completou o comunicado de Pyongyang. / EFE

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