JF Diório/Estadão
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EUA sancionam intermediário de propinas da Odebrecht na República Dominicana

Empresário, que está preso no país, teve os bens congelados e foi proibido de fazer negócios com empresas americanas

Jamil Chade CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2017 | 15h52

GENEBRA - O departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou nesta quinta-feira, 21, Angel Rondón Rijo, apontado pelo governo americano como  intermediário do pagamento de propinas da Odebrecht na República Dominicana. Neste ano, ele foi preso pelas autoridades dominicanas e denunciado por corrupção pelas propinas pagas pela Odebrecht. O decreto declara “emergência nacional  com relação a  sérias violações de direitos humanos e corrupção  para impor sanções a atores envolvidos em atividades malignas pelo mundo”. 

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“Hoje, os EUA estão tomando uma atitude forte contra abusos de direitos humanos e a corrupção global, fechando o sistema financeiro americano a essas pessoas”, disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

O Tesouro congelou os ativos dessas pessoas e passou a impedir que possam ter qualquer negócio nos EUA. Cidadãos e empresas americanas ainda ficam proibidas de manter qualquer tipo de relação comercial ou financeira com essas pessoas. 

“Angel Rondon Rijo é empresário e lobista na República Dominicana, que direcionava dinheiro da Odebrecht, uma empresa de construção do Brasil, para funcionários dominicanos”, diz o comunicado do Tesouro. “ Em troca, eles davam à Odebrecht projetos para construir estradas, barragens e outros projetos.” 

Além de Rondón, outros violadores de direitos humanos ou atores da corrupção global sejam alvo de sanções foram incluídos na lista de congelamento de ativos e negócios nos Estados Unidos. Inicialmente, 13 pessoas foram punidas, na Asia, América Latina, Europa e África. Além disso, o Tesouro americano anunciou sanções contra outras 39 pessoas. 

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, a Odebrecht reconheceu sua culpa em ato de corrupção e pagamentos de propinas. Ela ainda concordou em pagar uma “multa criminal de US$ 4,5 bilhões”. 

Por meio de nota, a Odebrecht informou que está colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua. “ A Odebrecht já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um Acordo de Leniência com as autoridades do Brasil, Estados Unidos, Suíça, República Dominicana, Equador e Panamá, e está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas”, informou. 

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