EUA toleram abusos contra prisioneiros, diz Anistia

A Anistia Internacional afirma que os prisioneiros detidos pelos Estados Unidos no Iraque, no Afeganistão e na Baía de Guantánamo tiveram direitos humanos fundamentais desrespeitados, em relatório cheio de duras críticas publicado nesta terça-feira. A organização acusa os Estados Unidos de tolerar abusos contra os prisioneiros. Publicado seis dias antes das eleições presidenciais americanas, o relatório "Dignidade Humana Negada: Tortura e Responsabilidade na Guerra contra o Terror" pede que o governo dos Estados Unidos condene o uso da tortura e proíba a prática com uma legislação específica. Os Estados Unidos também são acusados pela Anistia de falhar em manter seus prisioneiros dentro dos elevados padrões de direitos humanos que o país exige de outras nações. As investigações de militares americanos sobre os escândalos de abusos de prisioneiros inocentaram importantes autoridades civis e militares de cumplicidade ou envolvimento nos maus-tratos. Muitos soldados americanos, no entanto, ainda enfrentam julgamentos em cortes marciais por acusações de participação nos abusos na prisão de Abu Ghraib. Comissão independente O relatório da Anistia Internacional pede uma investigação independente sobre as denúncias de abusos contra prisioneiros no Iraque, no Afeganistão e no Campo Raio X - a prisão criada na base militar americana na Baía de Guantánamo, em Cuba. A organização faz um apelo para que os Estados Unidos garantam um acesso justo aos prisioneiros, acabem com detenções secretas, ratifiquem tratados internacionais e paguem indenizações às vítimas de abusos.

Agencia Estado,

27 Outubro 2004 | 11h03

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.