Jonathan Ernst/Reuters
Jonathan Ernst/Reuters

EUA voltarão a ter prisões federais administradas pela iniciativa privada

Trump anula norma editada por Obama; medida tem efeito limitado, já que maior parte das prisões são estaduais

O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2017 | 03h22

WASHINGTON - O governo de Donald Trump anulou nesta quinta-feira, 23, uma norma implementada por Barack Obama para que os presos sob custódia de autoridades federais não pudessem ser alojados em prisões geridas pela iniciativa privada, consideradas pela gestão do democrata como menos eficazes e mais inseguras que as públicas.

O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions, enviou uma ordem ao Escritório Federal de Prisões (BOP, na sigla em inglês) na qual cancelava uma medida anunciada em agosto de 2016 pelo governo Obama, que instava a reduzir ou permitir que expirassem os contratos do Executivo com companhias privadas encarregadas da gestão de prisões.

"Esse memorando mudou políticas e práticas há muito tempo utilizadas e diminuiu a capacidade do BOP de fazer frente às necessidades futuras do sistema correcional federal. Portanto, ordeno que o Escritório volta a seu enfoque anterior", escreveu Sessions em sua ordem.

Diversas organizações não-governamentais denunciaram nos últimos anos as precárias condições dos centros penitenciários de controle privado nos Estados Unidos, alegando que a busca de benefícios econômicos causava a atenção deficitária dos presos, causando numerosas brigas.

No entanto, o impacto da ação de Sessions é limitado, uma vez que a maioria dos presos do país estão detidos em prisões controladas pelos Estados.

Ao menos até metade do ano passado, quando o governo Obama fez o anuncio da medida, somente havia 13 prisões federais controladas por empresas privadas no país, com um total de 22 mil detidos nelas.

Nem a ordem de Sessions nem a emitida no ano passado pela administração democrata afetam os centros de detenção de imigrantes geridos pela iniciativa privada. Esses locais estão vinculados ao Departamento de Segurança Nacional. / EFE

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