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Europa se prepara para adotar sanções contra Ucrânia

Jamil Chade, de O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2014 | 08h 50

União Europeia convoca reunião de emergência para tratar da violência que deixou 25 mortos ontem em Kiev

GENEBRA - A União Europeia convoca uma reunião de emergência entre seus membros e deve aprovar ainda nesta quarta-feira, 19, sanções contra o governo da Ucrânia, depois da morte de 25 pessoas em Kiev na terça-feira, 18. Manifestantes e tropas do governo entraram em choque depois que as autoridades tentaram desocupar uma praça central na capital. Nesta quarta, a ONU pediu que uma "investigação independente" seja estabelecida para determinar os responsáveis pelas mortes". 

Na manhã desta quarta, a presidência da Comissão Europeia emitiu um comunicado condenando a violência. Mas deixando claro que a responsabilidade por proteger a população é "sempre das autoridades". 

José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia, apontou que espera que os 28 países do bloco entrem em um acordo para a implementação de "medidas focadas contra aqueles responsáveis pela violência e pelo uso excessivo da força". 

"Apoiamos um processo de reforma. Mas deixamos claro que a UE vai responder a qualquer deterioração da situação", alertou Barroso. 

A Europa tentou mediar um diálogo entre a oposição e o governo do presidente Viktor Yanukovych e evitava em falar de sanções, uma iniciativa defendida nos EUA. Mas o processo fracassou e, nas últimas semanas, um número cada vez maior de governos europeus indicam que estão dispostos a aplicar sanções contra um país que faz fronteira com o bloco e mantém uma série de acordos estratégicos com Bruxelas. 

Já o Kremlin voltou a mostrar seu apoio ao governo ucraniano, condenando os protestos e chamando a ação das ruas de uma "tentativa de golpe de estado". 

ONU - Já a ONU pediu que a oposição e governo estabeleçam um diálogo. "Condenamos as mortes e pedimos que o governo e manifestantes atuem para minimizar as tensões", declarou Navi Pillay, alta comissária de Direitos Humanos da ONU. 

Mas ela pediu que uma "investigação urgente e independente" seja estabelecida para determinar quem foram os responsáveis pela violência. Pillay insistiu que os autores devem ser punidos. 

"Reitero meu pedido pelo respeito ao direito da população de se manifestar pacificamente, como está previsto no direito internacional", declarou. 

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