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Europeus pedem respeito ao território ucraniano

ANDREI NETTO , CORRESPONDENTE / PARIS - O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2014 | 02h 02

Horas após jornalistas britânicos confirmarem ter visto blindados do Exército da Rússia ingressarem no território ucraniano, a União Europeia (UE) exortou o Kremlin a respeitar a integridade territorial na região de Donetsk e Luhansk, no leste. Reunidos em Bruxelas, chanceleres do bloco declararam que considerarão qualquer ação militar unilateral da Rússia na Ucrânia uma "flagrante violação da lei internacional" e advertiram que o bloco pode adotar novas sanções contra Moscou.

As denúncias de que uma coluna de blindados havia ultrapassado a fronteira da Ucrânia foram feitas pelos jornais britânicos The Guardian e The Telegraph e pela rede de TV BBC. Eles disseram ter encontrado os veículos com identificações do Exército russo quando faziam reportagens sobre o comboio de ajuda humanitária enviado pelo presidente Vladimir Putin. A informação foi negada pelo Kremlin e pelo Serviço Federal de Segurança (FSB) - ex-KGB - ainda na quinta-feira, mas horas depois diferentes fontes confirmaram as informações.

A Otan disse ter constatado a violação da fronteira. "Isso confirma o fato de que nós assistimos a um fluxo contínuo de armas e homens provenientes da Rússia no leste da Ucrânia e se trata de um sinal manifesto de uma implicação russa contínua na desestabilização do leste da Ucrânia", afirmou um porta-voz da organização.

Convocados pela alta representante das Relações Exteriores da UE, Catherine Ashton, após pressão da França, chanceleres dos 28 países do bloco reuniram-se em Bruxelas para discutir a situação e advertiram sobre "o agravamento da crise no leste da Ucrânia e das consequências humanitárias para a população civil".

O presidente da França, François Hollande, também se manifestou. "A Rússia deve respeitar a integridade territorial da Ucrânia", exortou.

O diálogo entre Rússia e Ucrânia, porém, não foi rompido. No domingo, a Alemanha promoverá em Berlim um encontro entre os chanceleres dos dois países.

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