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Internacional

Evo Morales

Evo destitui chefe de polícia após incêndio em prefeitura

Decisão foi tomada dois dias antes de referendo para ampliação de mandato do presidente; seis pessoas morreram

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O Estado de S. Paulo

19 Fevereiro 2016 | 23h16

LA PAZ - Dois dias antes do referendo para alterar a Constituição da Bolívia e permitir uma nova reeleição ao presidente Evo Morales, o governo demitiu o chefe de polícia de El Alto, o coronel José Peña. A prefeitura da cidade, liderada pela oposição, foi incendiada na quarta-feira e seis pessoas morreram. Outras sete pessoas, duas delas ligadas ao ex-prefeito Edgar Patana, do partido de Evo, foram presas.

O chefe de polícia foi demitido depois de uma série de críticas de que teria demorado em agir para interromper o incêndio. Segundo a imprensa local, a prefeitura chegou a pedir proteção à chefia de polícia.

Segundo o Ministério de Governo, as sete pessoas presas são suspeitas de envolvimento com o incêndio, no qual foram destruídas provas de corrupção da gestão anterior. A prefeitura culpou o partido de Evo, o Movimento ao Socialismo (MAS) pelo ataque, mas o governo negou a relação e disse que fará de tudo para punir os envolvidos. Dois dos detidos são dirigentes sindicais próximos ao ex-prefeito Patana. 

Os bolivianos vão às urnas amanhã para decidir se Evo poderá disputar um quarto mandato. Segundo as últimas pesquisas, que foram divulgadas na semana passada, o sim e o não estão empatados, com 40% dos votos cada um e ainda há um elevado número de indecisos. 

A campanha também foi abalada pela revelação de que uma ex-namorada do presidente, com quem ele teve um filho em 2007, foi contratada por uma empresa chinesa que tem acordos milionários com o governo. 

Segundo o jornalista boliviano Carlos Valverde , Gabriela Zapata, tornou-se gerente executiva da empresa chinesa CAMC e participou da negociação de contratos no valor de US$ 566 milhões – o que, segundo ele, constitui tráfico de influência.

Tanto Evo quanto Gabriela negam as acusações feitas pelo jornalista. O governo diz que as denúncias têm o objetivo de influenciar no resultado da votação. / AFP

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