EFE/MARTÍN ALIPAZ
EFE/MARTÍN ALIPAZ

Evo Morales estreia conta no Twitter com foto ao lado do papa

Em apenas duas horas, o presidente boliviano ganhou quase 2 mil seguidores

O Estado de S. Paulo

15 Abril 2016 | 18h56

LA PAZ -  O presidente da Bolívia, Evo Morales, estreou nesta sexta-feira uma conta oficial no Twitter e fez a primeira postagem diretamente do Vaticano, com uma fotografia ao lado do papa Francisco na qual ambos aparecem rindo.

Evo abriu seu perfil sob o nome @evoespueblo e a autenticidade da conta foi confirmada através da mesma rede social pelo Ministério de Comunicação, pelo ministro de Autonomias, Hugo Siles, e pelo governador da região de Cochabamba, o governista Ivan Canelas.


Até agora existiam no Twitter várias contas com o nome de Evo Morales, mas nenhuma pertencia realmente ao presidente boliviano.

Em apenas duas horas nessa rede social, Evo acumulou quase 2 mil seguidores e a primeira conta que ele seguiu foi a do papa Francisco em espanhol, @pontifex_es.

"O irmão @pontifex_es me recomendou 'Evo sempre com o povo'", diz o primeiro tweet do presidente boliviano, acompanhado de uma fotografia de Evo e do pontífice no que parece ser um dos salões do Vaticano. 
Evo se encontra em Roma para participar de um encontro de movimentos sociais.

Evo usou como imagem de perfil uma foto sua em primeiro plano com o punho em alto e como imagem de fundo um cartaz azul com as bandeiras constitucionais da Bolívia e no qual se lê a mensagem #marparabolivia e sua tradução em inglês, #seaforbolivia.

Estas hashtags fazem referência à histórica reivindicação da Bolívia ao Chile para recuperar um acesso soberano ao Oceano Pacífico perdido em uma guerra no final do século 19, um assunto que agora é analisado na Corte Internacional de Justiça (CIJ) de Haia.

A chegada ao Twitter de Evo, que durante anos mostrou sua desconfiança sobre as redes sociais, ocorre em meio a uma polêmica sobre as tentativas do governo de regular este tipo de mídia.

O governo boliviano responsabilizou as redes sociais, e em particular o Twitter e o Facebook, pela derrota de Evo no referendo de fevereiro sobre uma modificação da Constituição que lhe teria permitido candidatar-se de novo às eleições em 2019, na busca de um quarto mandato consecutivo.

Após seu tropeço na consulta popular, Evo destacou a necessidade de regular de alguma forma as redes sociais, nas quais, segundo ele, foi vítima de uma "guerra suja". / EFE

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