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Ex-ditador argentino Reynaldo Bignone é condenado à prisão perpétua

Efe

14 Abril 2011 | 17h 34

General, que governou Argentina entre 1976 e 1983, era acusado por delitos de repressão

BUENOS AIRES - Um tribunal da Argentina condenou nesta quinta-feira, 14, à prisão perpétua o ex-ditador Reynaldo Bignone por crimes cometidos nos últimos anos do regime militar no país (1976-1983), informaram fontes judiciais.

 

A pena foi imposta pelo Tribunal Oral Federal 1 da cidade de San Martín, na província de Buenos Aires, que em 2010 já havia sentenciado Bignone a 25 anos de prisão por delitos de repressão cometidos na base militar de Campo de Mayo, que abrigava quatro centros de tortura e uma maternidade clandestina.

 

Além de enfrentar o processo concluído nesta quinta, Bignone é um dos oito acusados em um processo que começou a ser julgado em fevereiro por 35 casos de roubos de bebês durante a ditadura argentina.

 

Também foram condenados à prisão perpétua os ex-militares Santiago Omar Riveros e Martín Rodríguez e o ex-subdelegado e ex-torturador Luis Abelardo Patti sequestros e torturas de diversos civis. Ele teria queimado Gaston Gonçalves vivo após torturá-lo. Juan Fernando Meneghini, ex-comissário, foi condenado a seis anos de prisão.

 

Patti não assistiu seu próprio julgamento, já que sofreu um derrame meses atrás e está em processo de recuperação. O tribunal, que rejeitou os pedidos dos advogados de defesa para que Patti cumpra a pena em um hospital, ordenou que o ex-subdelegado passe o resto de sua vida em uma prisão comum.