Ex-presidente do Paraguai tenta pagar resgate pela filha

O ex-presidente paraguaio Raúl Cubas pediu o fim da indisponibilidade judicial de seus bens para que possa vendê-los e, desta forma, pagar o resgate pedido pelos seqüestradores por sua filha Cecilia, de 31 anos, que é mantida como refém desde 21 de setembro. Osvaldo Granada, advogado de Cubas, disse à imprensa que "por uma questão de burocracia judicial, o ex-presidente não pode dispor de seus bens (vários automóveis, fazendas e imóveis) porque, supostamente, existe o temor de que fuja do país". Cubas governou o Paraguai entre agosto de 1998 e março de 1999, quando renunciou, pressionado por uma onda de protestos sociais motivada pelo assassinato do vice-presidente Luis María Argaña. O ex-mandatário é acusado de corrupção. Em resposta, a promotora Artemisa Marchuck reuniu a imprensa para negar a possibilidade de que o embargo seja encerrado. "Não podemos levantar o embargo, primeiro porque a causa contra (Cubas) continua em aberto e, segundo, porque vender bens para pagar seqüestradores é como alimentar ou estimular as atividades criminosas", disse.

Agencia Estado,

15 Outubro 2004 | 18h52

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