EFE/Bernardo Rodríguez
EFE/Bernardo Rodríguez

Ex-presidente que liderou transição democrática no Chile morre aos 97 anos

Patrício Aylwin foi o primeiro presidente chileno eleito democraticamente desde o golpe de Estado de 11 de setembro de 1973, que derrubou Salvador Allende

O Estado de S. Paulo

19 Abril 2016 | 15h14

SANTIAGO - O ex-presidente do Chile Patrício Aylwin, que liderou a transição para a democracia após a ditadura militar de Augusto Pinochet, morreu nesta terça-feira, 19, aos 97 anos, anunciaram fontes de sua família.

Segundo o ministro do Interior chileno, Jorge Burgos, a causa da morte foi a deterioração de sua saúde. "Todos sabíamos que a saúde dele havia piorado há alguns dias", disse. Aylwin morreu ao lado de sua família em sua residência no município de Providência.

Patrício Aylwin Azócar nasceu em 1918 em Viña del Mar e governou o Chile entre 1990 e 1994. Foi o primeiro presidente chileno eleito democraticamente desde o golpe de Estado de 11 de setembro de 1973, que derrubou Salvador Allende.

"O Chile perdeu um homem que soube sempre colocar a unidade do povo democrata sobre as diferenças", disse a presidente Michelle Bachelet ao saber da notícia.

"Foi um homem que permitiu reconstruir um país democrático uma vez que assumiu a presidência da República", afirmou a governante. "Devemos muito a dom Patrício. Mandamos nossas condolências à família."

Bachelet anunciou três dias de luto oficial em memória de uma pessoa que "abriu o caminho para que o Chile pudesse retornar a uma democracia plena, colocando sempre à frente os chilenos e a unidade dos democratas, e buscando sempre por meio do diálogo e do acordo avançar rumo à democracia plena". /EFE e Associated Press

Mais conteúdo sobre:
Chile Patrício Aylwin democracia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.