EFE/Fazry Ismail
EFE/Fazry Ismail

Ex-primeiro-ministro da Malásia é proibido de deixar o País

Suspeito de estar relacionado a um caso de corrupção, Najib Razak perdeu as eleições do País para o opositor Mahathir Mohamad na quarta-feira, 9.

O Estado de S.Paulo

12 Maio 2018 | 02h51

BANGCOC - As autoridades da Malásia proibiram, neste sábado, 13, o ex-primeiro-ministro Najib Razak de abandonar o País quando ele estava prestes a viajar de avião para a Indonésia. De acordo com informações da imprensa local,  ele está supostamente relacionado a um caso de corrupção.

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"Eu aceito a decisão e vou permanecer com minha família no País", disse Najib na sua conta do Twitter, segundo o site "Free Malaysia Today".

O ex-primeiro-ministro, que perdeu as eleições na última quarta-feira, 9, foi relacionado com um caso de desvio através de um fundo de investimento estatal que o novo chefe do Governo, Mahathir Mohamad, prometeu levar à Justiça. 

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Na manhã deste sábado, Najib escreveu na sua conta do Facebook que após uma dura campanha, que descreveu como "talvez a mais intensa da história da Malásia", tinha decidido tirar uma "pequena folga" com sua família.

"Eu rezo para que, após este período de divisão, o país se una. Peço desculpas por qualquer defeito e erro", acrescentou o antigo premier, que planejava viajar com sua esposa, Rosmah Mansor. No entanto, o Departamento de Imigração indicou algumas horas depois que Najib e sua esposa "estão proibidos de deixar o País", segundo um comunicado citado pelo site "Malaysiakini", que não especifica as razões.

Najib se viu envolvido em 2015 em um caso de corrupção pelo desvio para suas contas bancárias privadas de cerca de US$ 681 milhões do fundo estatal 1Malaysia Development Berhad (1MDB), que ele tinha criado e do qual era presidente. O antigo governante alegou que o dinheiro era uma doação da família real da Arábia Saudita e o Ministério Público da Malásia exonerou o então líder de qualquer suspeita.

No entanto, o suposto desvio de dinheiro está sendo investigado em alguns países, incluindo Estados Unidos, Suíça e Cingapura.

O novo primeiro-ministro, de 92 anos, prometeu uma investigação deste suposto caso de corrupção após vencer as eleições, onde derrotou a coligação Barisan Nasional (Frente Nacional), no poder desde a independência do país, há mais de 60 anos. /EFE

 

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