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REUTERS/Umit Bektas

Exército da Turquia bombardeia posições do PKK no norte do Iraque após atentado

Segundo os militares, 18 alvos foram destruídos pelos caças turcos; fontes de segurança dizem que uma mulher filiada ao grupo separatista curdo estava entre os agressores

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O Estado de S. Paulo

14 Março 2016 | 09h21

ANCARA - A aviação da Turquia bombardeou nesta segunda-feira, 14, várias posições do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do Iraque, poucas horas após um atentado com carro-bomba em Ancara, informou o Exército.

Um grupo de 11 aviões atacou 18 posições da guerrilha curda nas primeiras horas da manhã desta segunda, segundo indicou o exército turco em comunicado.

"Foi realizada uma operação aérea contra alvos (depósitos de munição, refúgios e bunkers) descobertos nas regiões de Kandil e Gara, empregando nove caças F-16 e dois caças F-4 2020", detalhou a nota. Segundo a cúpula militar, "os 18 objetivos foram eliminados" por meio do lançamento de 30 bombas.

Estes bombardeios aconteceram poucas horas depois do atentado com carro-bomba contra uma estação de ônibus em pleno centro de Ancara, no qual morreram 37 pessoas e mais de 120 ficaram feridas num ataque que, por enquanto, não foi reivindicado por nenhum grupo.

No entanto, a polícia iniciou na primeira hora desta segunda uma operação contra o que chama de "domicílios vinculados ao PKK" na cidade de Adana e deteve 36 pessoas, segundo a emissora "CNNTÜRK"

Além disso, autoridades de segurança turcas disseram que evidências indicam que entre os agressores estava uma mulher que se juntou ao grupo militante PKK em 2013. Ela nasceu em 1992 na cidade turca de Kars, no leste do país, disseram as fontes.

A violência está em alta no sudeste turco, de maioria curda, desde que um cessar-fogo com o PKK foi quebrado em julho. Os militantes, que dizem estar lutando pela autonomia curda, vinham focando os ataques nas forças de segurança de cidades da região, muitas sob toque de recolher.

Ataques em Ancara e em Istambul durante o ano passado, e a atividade do Estado Islâmico assim como de militantes curdos, aumentaram as preocupações entre aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que veem a estabilidade turca como vital para a contenção da violência nas fronteiras com a Síria e o Iraque.

"Com o poder do nosso Estado e sabedoria do nosso povo, vamos arrancar as raízes desta rede de terror que tem como alvo nossa unidade e paz", disse o ministro das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, no Twitter. / EFE e REUTERS

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