REUTERS/Amir Cohen
REUTERS/Amir Cohen

Exército de Israel mata manifestante em Gaza, acusam palestinos

Segundo militares israelenses, houve disparos contra palestinos que queimavam pneus e atiravam pedras contra seus soldados

O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2017 | 12h13
Atualizado 08 Dezembro 2017 | 13h33

GAZA - O Exército de Israel matou nesta sexta-feira, 8,  um manifestante perto da fronteira da Faixa de Gaza com o país, informou o Ministério da Saúde palestino no território. Outras 60 pessoas ficaram feridas. A morte é a primeiras desde o início dos protestos contra a decisão do presidente Donald Trump de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. Em confrontos com tropas israelenses na Cisjordânia, ao menos mais de 200 palestinos ficaram feridos, dois deles em estado grave. 

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A vítima morta foi identificada como Mahmud al-Masri, de 30 anos, morador de Khan Yunis, a cidade mais ao sul da Faixa de Gaza. O ministério da Saúde palestino chegou a informar uma segunda morte, mas se retratou pouco depois. O Hamas, que controla o território, conclamou uma Terceira Intifada contra Israel após o anúncio de Trump

Segundo o Exército israelense, centenas de palestinos estão queimando pneus e atirando pedras contra seus soldados. “Durante os distúrbios soldados dispararam de maneira seletiva contra os dois principais instigadores e os alvos foram atingidos”, diz a nota. 

Jerusalém Oriental e a Cisjordânia voltaram a ser palco de distúrbios entre as forças de segurança israelenses e os palestinos. Cerca de 50 policiais israelenses entraram em confronto com dezenas de manifestantes palestinos nas ruas da Cidade Velha, em Jerusalém Oriental. A polícia e o Exército expulsaram os manifestantes. 

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Ainda de acordo com o Exército israelense, foram registrados confrontos com palestinos em seis pontos da fronteira com Gaza e em 30 locais na Cisjordânia. Ainda de acordo com os militares, cerca de 3 mil palestinos protestaram no chamado "Dia de Fúria" contra Israel e os Estados Unidos. 

Em Hebron, Belém, Jericó e perto de Nablus, as forças israelenses responderam às pedras lançadas por jovens palestinos com balas de borracha e gás lacrimogêneo.

A polícia de Israel aumentou sua presença em Jerusalém em preparação para o “dia de raiva” palestino, mas não estabeleceu nenhuma restrição extra para o acesso de religiosos à mesquita Al-Aqsa, dizendo que não havia nenhum indício de instabilidade no local.

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“Nós não temos nenhuma indicação de que haverá perturbações no monte, portanto não há nenhuma restrição. Se houverem perturbações, então nós responderemos imediatamente”, disse o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld.

Na quinta-feira, ao menos 31 palestinos ficaram feridos em confrontos com tropas israelenses na Cisjordânia ocupada e na fronteira entre Israel e Gaza. Também aconteceram protestos na Jordânia, Turquia, Paquistão e Tunísia. /AFP, EFE e REUTERS

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