REUTERS/Amr Abdallah Dalsh
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Exército do Egito nega ter recebido alerta de socorro de avião da EgyptAir que caiu

Secretário-geral da Otan ofereceu ajuda da Aliança Atlântica nos trabalhos de busca da aeronave, que contava com 66 pessoas a bordo

O Estado de S. Paulo

19 Maio 2016 | 09h20

CAIRO - As Forças Armadas do Egito afirmaram nesta quinta-feira, 19, que não receberam qualquer mensagem de socorro do avião da EgyptAir que caiu no Mar Mediterrâneo com 66 pessoas a bordo, conforme anúncio da companhia aérea.

O porta-voz militar, Mohammed Samir, garantiu em uma mensagem em seu perfil oficial do Facebook que "as Forças Armadas não receberam nenhuma mensagem de socorro do avião desaparecido".

A EgyptAir havia anunciado anteriormente em um comunicado que "obteve a informação sobre o recebimento de um sinal de socorro do equipamento de emergência do avião por meio dos serviços de busca e salvamento das Forças Armadas do Egito".

O Airbus A320, que fazia a rota entre Paris e a cidade do Cairo, desapareceu dos radares às 2h45 (21h45 de quarta-feira em Brasília), após entrar pouco mais de um quilômetro no espaço aéreo egípcio a uma altitude de aproximadamente 11 mil metros.

As Forças Armadas do Egito enviaram ao local em que o avião foi visto pela última vez aviões e unidades marítimas para intensificar os trabalhos de busca.

Na aeronave havia 56 passageiros, entre eles 30 egípcios e 15 franceses, além de 7 tripulantes e 3 seguranças.

As causa do desaparecimento e queda ainda estão sendo investigadas e os premiês francês, Manuel Valls, e egípcio, Sherif Ismail, afirmaram que "nenhuma hipótese pode ser descartada".

O ministro de Aviação Civil do Egito, Sharif Fathi, pediu que as pessoas evitem fazer conclusões precipitadas e ressaltou que se passaram poucas horas do ocorrido para se ter certeza de quais foram as causas.

Em entrevista a uma emissora de televisão egípcia, Fathi convocou os jornalistas para uma entrevista coletiva às 13h30 (8h30 em Brasília) e acrescentou que vários quartos de hotéis foram disponibilizados para as famílias dos passageiros.

Auxílio. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, ofereceu ajuda da Aliança Atlântica nos trabalhos de busca do avião de EgyptAir. "Se houver um pedido de assistência da Otan, então certamente estaremos dispostos a ajudar", indicou Stoltenberg perante a imprensa em sua chegada a uma reunião de ministros das Relações Exteriores da Aliança.

O político norueguês garantiu que expressará suas "mais profundas condolências a todos os afetados, à França e ao Egito".

Stoltenberg disse que recebeu informações de que há "buscas nacionais e esforços de resgate em andamento", e que França e Egito "acordaram cooperar e trabalhar estreitamente para investigar o ocorrido". "Nós seguimos fazendo um acompanhamento próximo", concluiu.

No dia 31 de outubro de 2015, um Airbus A321 da companhia russa MetroJet, nome comercial da empresa Kogalymavia, caiu na Península do Sinai com 224 pessoas a bordo após uma explosão em seu interior. A autoria da ação foi reivindicada por um célula egípcia do grupo terrorista Estado Islâmico.

O acidente levou vários países a estabelecerem restrições de voo com o Egito por motivos de segurança, como a Rússia, que proibiu a companhia aérea EgyptAir de voar em seu território.

Em março deste ano, um voo de EgyptAir foi sequestrado pouco depois de decolar de Alexandria, no Egito, rumo ao Cairo, e um dos passageiros obrigou o comandante a aterrissar em Larnaca, no Chipre, após ameaçar detonar no interior da aeronave um cinturão de explosivos que carregava consigo. Descobriu-se posteriormente que o equipamento explosivo era falso. /EFE

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