Exército matou mais de 500 insurgentes no Paquistão em 1 mês

Desde outubro, Exército luta contra Taleban na região tribal do Waziristão do Sul, fronteira com o Afeganistão

Efe,

12 Novembro 2009 | 13h07

O Exército do Paquistão informou nesta quinta-feira, 12, que mais de 500 insurgentes morreram na operação das Forças Armadas na região tribal do Waziristão do Sul desde o início de outubro. Segundo o comando militar, também nesta quinta, outros 22 taleban e cinco soldados morreram últimas 24 horas.

 

Com as vítimas fatais dos últimos combates, o número de fundamentalistas que morreram está em 521 durante quase quatro semanas de combates neste distrito na fronteira com o Afeganistão. Já o Exército teve 51 baixas.

 

As informações diárias do comando paquistanês não incluem baixas entre a população civil nem podem ser comprovados de maneira independente, devido à ausência de repórteres e trabalhadores humanitários na área de conflito.

 

O Exército afirmou que os combates mais intensos das últimas horas aconteceram na zona de Langar Khel, onde 14 fundamentalistas e cinco soldados morreram, enquanto outros sete militares ficaram feridos.

 

Pelo menos 175 mil pessoas deixaram suas casas no Waziristão desde junho, quando o Exército paquistanês começou a "fase preparatória" da atual ofensiva, segundo dados provisórios do Governo e da ONU.

 

O Paquistão registra uma nova onda de violência terrorista desde o início de outubro, pouco antes do início da operação, que causou a morte de pelo menos 416 pessoas, na maioria civis, em cerca de 20 atentados.

 

A maioria dos ataques foi reivindicada pelo movimento Tehrik-e-Taliban Pakistan, que reúne diversas facções taleban do país e cuja cúpula é o alvo principal da ação militar no Waziristão do Sul.

 

Tensão

Em Peshawar, noroeste do país, homens armados mataram um paquistanês que trabalhava no Consulado do Irã. Nenhum grupo reivindicou o ataque, ocorrido em meio a tensões

entre Paquistão e Irã, por alegações de Teerã de que agentes de inteligência paquistaneses participaram de um mortífero ataque no mês passado na República Islâmica.

 

Os agressores abriram fogo contra Abul Hasan Jaffri quando ele estava em um carro perto de sua casa, no centro de Peshawar, segundo o policial Mohammad Kamal. Jaffri era o diretor de relações-públicas do consulado e morreu em um hospital militar. Os homens armados escaparam.

 

O Irã é um país de maioria xiita e Jaffri também pertencia a essa vertente do islamismo. A minoria xiita no Paquistão é frequentemente alvo de ataques de militantes muçulmanos sunitas, como o Taleban ou a Al-Qaeda. Esses grupos consideram os xiitas infieis. Um diplomata iraniano foi sequestrado em novembro de 2008 em Peshawar e desde então nunca foi encontrado.

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