Anton Vaganov/Reuters
Anton Vaganov/Reuters

Explosão atinge supermercado em São Petersburgo, na Rússia

Segundo a polícia, dez pessoas ficaram feridas e tiveram de ser hospitalizadas; embora as autoridades não vinculem o caso com terrorismo, órgão especializado faz buscas por suspeitos

AFP e Reuters

27 Dezembro 2017 | 15h14

MOSCOU - Uma explosão atingiu nesta quarta-feira, 27, um supermercado em São Petersburgo, segunda maior cidade da Rússia localizada no noroeste do país. Pelo menos dez pessoas ficaram feridas e tiveram de ser hospitalizadas.

O Comitê de Investigação, a principal agência de segurança do país, disse que um artefato com 200 gramas de explosivos explodiu no compartimento onde os clientes deixam as bolsas. O dispositivo tinha estilhaços para provocar mais danos, informou o órgão. Ninguém reivindicou a responsabilidade pela explosão.

Andrey Kibitov, porta-voz do governo de São Petersburgo, tuitou que os feridos estavam em condições satisfatórias e que um deles já tinha recebido alta. As autoridades iniciaram uma investigação para determinar o que houve.

Ainda que o caso não seja vinculado com atentado terrorista, o Comitê Nacional Antiterrorista, que supervisiona os trabalhos de contraterrorismo na Rússia, disse que coordenava a busca por suspeitos.

Viktoria Gordeyeva, uma moradora da cidade que passou pelo local pouco depois da explosão, disse que as pessoas estavam com medo de entrar em outros estabelecimentos. "Não houve pânico, mas as pessoas estavam relutantes em entrar em uma farmácia e um mercado próximos", disse.

Há poucos dias, o presidente russo Vladimir Putin conversou por telefone com o líder americano Donald Trump e o agradeceu pela Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) ter dado pistas que permitiram impedir atentados com bomba em São Petersburgo. Naquele momento, os Serviços Federais de Segurança informaram que sete pesssoas vinculadas ao Estado Islâmico foram presas por estarem ligadas a planos como esse.

O Kremlin afirmou que os suspeitos estavam dispostos a colocar bombas na Catedral de Kazán e em outros lugares emblemáticos da cidade. Em abril, um atentado suicida em um trem subterrâneo de São Petersburgo deixou 16 mortos e mais de 50 feridos. /AFP, AP e REUTERS

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