REUTERS/Omar Sobhani
REUTERS/Omar Sobhani

Atentado contra centro xiita em Cabul mata ao menos 40 pessoas

Grupo Estado Islâmico assumiu autoria do ataque; explosões também atingiram a Agência Voz Afegã, um meio de comunicação próximo ao local da ação

O Estado de S.Paulo

28 Dezembro 2017 | 05h14
Atualizado 28 Dezembro 2017 | 09h22

CABUL - Ao menos 40 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nesta quinta-feira, 28, em uma ação contra um centro cultural xiita de Cabul. O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do ataque, cometido três dias depois de um atentado suicida perto da sede da agência de inteligência afegã na capital que deixou seis mortos. O EI afirmou em um site de propaganda extremista que explodiu três bombas.

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O atentado desta quinta-feira também atingiu a Agência Voz Afegã, um meio de comunicação próximo ao local do ataque. "O alvo era o centro cultural Tabayan. Uma cerimônia estava sendo realizada para recordar o 38.º aniversário da invasão soviética do Afeganistão no momento da explosão", afirmou o porta-voz adjunto do Ministério do Interior, Nasrat Rahimi.

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A explosão foi seguida por outras duas, menos potentes, que não deixaram vítimas. "Há 40 mortos e 30 feridos. Não é o balanço definitivo, que ainda pode aumentar", disse Rahimi.

O ministro delegado da Saúde, Ghulam Mohamad Paikan, citou "35 mortos e outros 20 feridos, todos civis, que morreram em consequência das queimaduras provocadas pelo atentado".

"Estávamos no corredor, na segunda fileira, quando a explosão aconteceu atrás. Eu não vi o homem-bomba. Depois da explosão, havia fogo e fumaça dentro do prédio e todos pediam ajuda", afirmou Mohamad Hasan Rezayee, um estudante que ficou ferido no rosto e nas mãos. "Foi o caos. Todos gritavam e choravam. As pessoas se tornaram vítimas do pânico. Todos pediam ajuda.” Ele afirmou que entre as vítimas estão mulheres e crianças.

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As fotografias publicadas na página do Facebook da Agência Voz Afegã mostram a redação transformada em uma pilha de escombros e alguns corpos no chão. O Ministério da Saúde anunciou um balanço inicial de quatro mortos e o hospital Istiqlal confirmou ter recebido 18 feridos. "Cinco deles estão em situação crítica e nossos médicos tentam salvar suas vidas", afirmou Sabir Nasib, diretor geral do centro médico.

Este foi o mais recente de uma longa lista de atentados em Cabul, uma das cidades mais perigosas do mundo. No dia 31 de maio, um caminhão-bomba matou 150 pessoas e deixou 400 feridos na capital do Afeganistão. / AFP

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