EFE/Abir Sultan
EFE/Abir Sultan

Explosão em ônibus deixa 21 feridos em Jerusalém

Segundo a polícia, bomba instalada na parte traseira do veículo trata-se de 'ataque terrorista', apesar da identidade dos autores ser desconhecida; Netanyahu promete punir responsáveis

O Estado de S. Paulo

18 Abril 2016 | 16h35

JERUSALÉM - Pelo menos 21 pessoas ficaram feridas - duas em estado grave - após uma explosão nesta segunda-feira, 18, dentro de um ônibus vazio em Jerusalém. "Da verificação dos artífices se determinou que uma bomba explodiu na parte de trás do ônibus que provocou ferimentos nas pessoas e o incêndio do veículo", explicou a polícia em comunicado. 

"Não há duvidas de que se trata de um ataque terrorista", disse o chefe de polícia Yoram Halevy. Ele disse que ainda é cedo para determinar a identidade do responsável por colocar o dispositivo explosivo ou do terrorista suicida, caso essa tenha sido a causa da explosão.

Em um ato público, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse que suas forças de segurança encontrarão os autores. "Encontraremos quem preparou esta bomba. Encontraremos quem a enviou e quem estiver por trás dela. Acertaremos as contas com estes terroristas", afirmou.

Segundo o boletim policial, vários especialistas em explosivos ainda analisam os destroços do ônibus, que ficou completamente queimado, de outro ônibus que passava ao lado e no qual viajavam os feridos, e de um carro estava atrás, para analisar os estragos.

Os fatos aconteceram durante à tarde (no horário local) na na periferia do popular bairro industrial de Talpiot. O local estava bastante movimentado no momento da explosão, por conta da proximidade da Páscoa judaica, que começará na sexta-feira.

O serviço secreto Shabak investiga se a bomba foi deixada no ônibus, que aparentemente estava vazio, para que sua detonação acontecesse quando os passageiros entrassem, ou se, pelo contrário, um dos feridos graves era um terrorista suicida, informou o serviço de notícias "Ynet". 

O Hamas, grupo militante que controla a Faixa de Gaza, divulgou uma nota comemorando a explosão do ônibus, mas não assumiu a responsabilidade pela ação. Algumas mesquitas em Gaza também receberam o ato positivamente em mensagens divulgadas em alto-falantes.

Husam Badran, um porta-voz do grupo no Catar, afirmou que "esse ataque afirma para todos que nosso povo não abandonará o caminho da resistência". / EFE, AP e REUTERS

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