Explosão no centro de Lima deixa sete feridos

A explosão de uma bomba no centro de Lima, no mesmo quarteirão onde está localizado o prédio da Junta Nacional Eleitoral, deixou sete feridos nesta quarta-feira, informaram autoridades locais. De acordo com a polícia local, três policiais, uma mulher e sua filha de seis meses ficaram levemente feridos com a explosão. Os oficiais sofreram alguns danos no aparelho auditivo. Não havia informações sobre a natureza dos ferimentos causados à mulher e sua filha. A polícia isolou a área. A explosão estilhaçou janelas e abriu um buraco nas portas de ferro de uma loja que se encontrava fechada. De acordo com autoridades locais, a polícia recolheu panfletos deixados em um pacote na área da explosão. Os cartazes traziam impresso o símbolo da foice e do martelo e proclamavam "Longa vida à revolução popular" e "Longa vida ao presidente Gonzalo". Presidente Gonzalo era o nome de guerra do fundador do Sendero Luminoso, Abimael Guzman, que foi detido em 1992 e hoje cumpre pena de prisão perpétua em uma penitenciária de segurança máxima. No entanto, o ministro peruano do Interior, Antonio Ketin Vidal, avisou ser "prematuro" atribuir a explosão ao grupo guerrilheiro Sendero Luminoso, dizendo que o papel e os desenhos empregados nos panfletos não eram os mesmos que os utilizados habitualmente pelos rebeldes. Mais tarde, um homem e uma mulher que alegavam pertencer ao Sendero Luminoso telefonaram à rádio CPN para negar a responsabilidade do grupo no ataque. Durante os anos 80 e o início dos anos 90, o Sendero Luminoso muitas vezes atacou autoridades eleitorais em uma campanha armada que incluía carros-bomba e assassinatos. Em 3 de junho próximo, os peruanos irão às urnas para escolher um novo presidente. O então temido movimento guerrilheiro sofreu uma grande derrota em julho de 1999, quando seu líder nacional, Oscar Ramirez Durand, foi capturado. Atualmente, ataques do grupo são pouco freqüentes. Durand cumpre hoje pena de prisão perpétua na mesma penitenciária onde está Guzman.

Agencia Estado,

16 Maio 2001 | 21h55

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