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Explosões e tiroteios deixam ao menos 84 mortos e 200 feridos no Iraque

Dia já é o mais sangrento do ano no país; insegurança cresce enquanto governo negocia coalizão

Agência Estado e Associated Press

10 Maio 2010 | 10h43

BAGDÁ - Uma série de explosões e tiroteios deixou ao menos 84 mortos e mais de 200 feridos no Iraque nesta segunda-feira, 10, registrando o dia mais sangrento do ano no país, que sofre com a falta de segurança e o medo crescente por conta da demora na formação do novo governo.

 

Em Hillah, 95 ao sul de Bagdá, dois carros-bomba foram detonados e, logo depois, um suicida acionou seus explosivos em frente a uma fábrica têxtil. Pelo menos 45 pessoas morreram no incidente e 140 ficaram feridas, segundo um porta-voz da polícia provincial de Babil, o major Muthana Khalid.

 

Em um dos ataques, na pequena cidade de Suwayrah, oito pessoas morreram e 71 ficaram feridas, segundo um policial e um funcionário de um hospital da cidade próxima de Kut. Suwayrah fica 40 quilômetros ao sul de Bagdá.

Ainda não está claro quem estaria por trás da violência. Policiais iraquianos também foram alvos em outros pontos do país. Em Falluja, a oeste de Bagdá, pelo menos três pessoas morreram na explosão de três bombas.

 

Durante a manhã, postos de controle da Polícia e do Exército foram alvo de rajadas de tiros disparadas por homens dentro de carros. Outros ataques em áreas sunitas e xiitas no meio da tarde deixaram vários mortos em todo o país e mais de 200 feridos.

 

O Iraque passava por um período relativamente calmo, com ataques e atentados isolados, mas nas últimas semanas os incidentes violentos aumentaram significativamente nas áreas mais povoadas do país, principalmente na capital, Bagdá.

 

Mais de dois meses após as eleições, ocorridas no dia 7 de março, os blocos sunita e xiita ainda negociam a formação de um governo de coalizão, o que ainda pode durar meses em meio a um ambiente de medo, incertezas e violência crescente. A retirada das tropas americanas, que fornecem segurança ao país, está marcada para ser iniciada no dia 31 de agosto, e as autoridades dos EUA já informaram que manterão os planos independente da situação em que o Iraque se encontrar.

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