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Extremistas atacam base área no nordeste da Síria

Estadão Conteúdo

20 Agosto 2014 | 16h 49

Extremistas islâmicos atacaram nesta quarta-feira uma grande base aérea no nordeste da Síria, com disparos de foguetes e tanques de guerra. Segundo relatos de ativistas, a ação marca o início de uma ofensiva que já era aguardada por semanas, pois trata-se da tentativa de tomar o controle da última província do país que, embora seja reduto do grupo radical Estado Islâmico, segue ocupada pelo governo sírio: Tabqa.

Nesta quarta-feira, sites vinculados a militantes do grupo radical anunciaram a ofensiva, também relatada pelo Observatório Sírio-britânico de Direitos Humanos e pelo grupo de ativistas Centro de Mídia Raqqa. Eles informaram também que ataques aéreos do exército sírio sobre militantes foram registrados em cidade vizinha a Tabqa, cortada pelo rio Eufrates.

A base em questão é uma das mais significativas forças militares do governo sírio na região, na qual se encontram muitos aviões de guerra, helicópteros, tanques de guerra, artilharia e munições. Nos últimos meses, o Estado Islâmico praticamente eliminou a presença do exército da Síria na província de Raqqa. Em julho, os extremistas invadiram a Divisão 17 da base militar da província, matando pelo menos 85 soldados sírios. Duas semanas depois, membros do Estado Islâmico foram capturados nas proximidades da Brigada 93, depois de combates intensos.

As recentes conquistas do Estado Islâmico trouxeram de volta ao conflito as forças militares dos Estados Unidos. Pela primeira vez desde que se retiraram do Iraque em 2011, os norte-americanos começaram, no último dia 8, a realizar dezenas de ataques aéreos contra o grupo radical. Em resposta, os rebeldes divulgaram um vídeo mostrando a decapitação do jornalista norte-americano James Foley. No vídeo, há também a ameaça de matar outro jornalista norte-americano, este preso em cativeiro.

É a primeira vez que o Estado Islâmico matou um cidadão norte-americano desde que o conflito sírio eclodiu em março de 2011, o que aumenta os riscos de uma nova guerra. A morte pode comprometer o envolvimento dos EUA no Iraque, pois a administração do presidente Barack Obama tem se esforçado para conter a expansão do grupo radical no Iraque e na Síria. Fonte: Associated Press.