Extremistas islâmicos ameaçam matar reféns nas Filipinas

Diante da promessa presidencial de que serão exterminados, os dirigentes de um grupo extremista muçulmano que seqüestrou 20 pessoas de um balneário filipino disseram hoje que matarão seus reféns se as Forças Armadas tentarem resgatá-los. Há versões de que entre os reféns do grupo Abu Sayyaf, cujo paradeiro se desconhece, figuram três cidadãos dos EUA, entre eles um peruano naturalizado norte-americano. A cadeia espanhola Univisión disse em Washington que uma mulher, Fanny Sobero, afirmou que seu marido Guillermo Sobero, o peruano nacionalizado norte-americano, estava entre os seqüestrados no ataque do domingo contra o balneário localizado no sudoeste das Filipinas. Por sua vez, a presidente Gloria Macapagal Arroyo disse que seu governo está em guerra contra o grupo Abu Sayyaf, que já deixou o país em situação embaraçosa no ano passado devido a um seqüestro de turistas. O grupo rebelde já matou reféns anteriormente, inclusive dois professores que foram decapitados no ano passado quando o governo lançou uma série de ofensivas militares contra os militantes muçulmanos. "Se percebermos que os militares lançaram uma ofensiva contra nós, mataremos todos os reféns", disse pelo telefone Abu Sayyaf, um dos dirigentes do grupo, à radio Mindanao Network (RMN), na localidade de Zamboanga. "Estamos dispostos a morrer lutando. Isto é um suicídio". Em mensagem à família dos reféns, a presidente filipina disse que "estamos fazendo todo o possível para salvar seus familiares". Ela proibiu o fornecimento de qualquer detalhe sobre as eventuais operações militares e pediu aos jornalistas que se mantenham afastados de qualquer tentativa de resgate, lembrando que o Abu Sayyaf capturou alguns jornalistas que cobriam a crise dos reféns no ano passado. O Abu Sayyaf defende a criação de um Estado muçulmano independente no sul das Filipinas, que é um país majoritariamente católico.

Agencia Estado,

29 Maio 2001 | 16h36

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