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Fábrica turca que produzia colete salva-vidas falso é fechada

- Atualizado: 07 Janeiro 2016 | 14h 34

Alguns desses salva-vidas absorviam a água e puxavam a pessoa para o fundo, o que representa um risco ainda maior para os imigrantes que enfrentam uma travessia por si só perigosa

ISTAMBUL - O jornal turco Sabah revelou nesta quinta-feira, 7, que muitos dos refugiados que morreram afogados na terça-feira quando tentavam ir da Turquia para a Grécia usavam coletes salva-vidas falsos da fábrica que a polícia turca fechou na cidade de Esmirna.

A operação policial aconteceu na própria terça, após a tragédia que tirou a vida de 31 imigrantes que tiveram os corpos encontrados em praias turcas.

Polícia turca fechou fábrica de coletes falsos que eram vendidos para imigrantes 

Polícia turca fechou fábrica de coletes falsos que eram vendidos para imigrantes 

Os agentes fecharam a fábrica clandestina e apreenderam 1.263 coletes, muitos com símbolos de marcas conhecidas para fingir ser de maior qualidade. Dentro, os equipamentos de segurança tinham restos de embalagem, material de isolamento e plásticos não flutuantes.

Estes salva-vidas falsos, que não ajudam na flutuação e até dificultam a nadar, custavam de 7 a 10 euros (R$ 30 a R$ 40), enquanto os coletes verdadeiros são vendidos por pelo menos três vezes mais (podendo chegar a R$ 120), segundo o jornal Radikal. 

Alguns desses salva-vidas absorviam a água e puxavam a pessoa para o fundo, o que representa um risco ainda maior para uma travessia por si só perigosa, segundo o jornal.

O dono da fábrica foi preso. Nela, trabalhavam quatro pessoas, incluindo dois sírios menores de idade. De acordo com a publicação, uma investigação foi aberta. Há alguns meses, refugiados vinham denunciando que os coletes adquiridos nas cidades litorâneas da Turquia não ajudavam na sobrevivência no mar. / EFE

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