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Fábrica turca que produzia colete salva-vidas falso é fechada

Alguns desses salva-vidas absorviam a água e puxavam a pessoa para o fundo, o que representa um risco ainda maior para os imigrantes que enfrentam uma travessia por si só perigosa

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O Estado de S. Paulo

07 Janeiro 2016 | 14h28

ISTAMBUL - O jornal turco Sabah revelou nesta quinta-feira, 7, que muitos dos refugiados que morreram afogados na terça-feira quando tentavam ir da Turquia para a Grécia usavam coletes salva-vidas falsos da fábrica que a polícia turca fechou na cidade de Esmirna.

A operação policial aconteceu na própria terça, após a tragédia que tirou a vida de 31 imigrantes que tiveram os corpos encontrados em praias turcas.

Os agentes fecharam a fábrica clandestina e apreenderam 1.263 coletes, muitos com símbolos de marcas conhecidas para fingir ser de maior qualidade. Dentro, os equipamentos de segurança tinham restos de embalagem, material de isolamento e plásticos não flutuantes.

Estes salva-vidas falsos, que não ajudam na flutuação e até dificultam a nadar, custavam de 7 a 10 euros (R$ 30 a R$ 40), enquanto os coletes verdadeiros são vendidos por pelo menos três vezes mais (podendo chegar a R$ 120), segundo o jornal Radikal. 

Alguns desses salva-vidas absorviam a água e puxavam a pessoa para o fundo, o que representa um risco ainda maior para uma travessia por si só perigosa, segundo o jornal.

O dono da fábrica foi preso. Nela, trabalhavam quatro pessoas, incluindo dois sírios menores de idade. De acordo com a publicação, uma investigação foi aberta. Há alguns meses, refugiados vinham denunciando que os coletes adquiridos nas cidades litorâneas da Turquia não ajudavam na sobrevivência no mar. / EFE

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